Foram apreendidos cartões de crédito clonados, armas de fogo, munições e um "kit rajada" Foto 134 DP/Divulgação
Quadrilha fraudava contas bancárias e ostentava luxo em redes sociais
Investigações começaram em janeiro, com dois homens presos; nessa sexta-feira, houve prisão de uma mulher
Campos – Em ação de inteligência que juntou peças durante três meses e meio, a Polícia Civil conseguiu desbaratar, em Campos dos Goytacazes (RJ), uma quadrilha especializada em estelionato que vinha atuando com fraudes bancárias usando documentos falsos e ostentando luxo em redes sociais. A estratégia foi montada pela delegada titular da 134ª Delegacia do Centro, Carla Tavares, que ainda não concluiu as investigações.
Nessa sexta-feira (25), uma mulher de 23 anos, integrante do grupo criminoso, foi presa em uma residência no Parque Aurora, onde os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão e encontraram vários cartões de crédito clonados; armas de fogo; munições; um "kit rajada" (usado para transformar armas semiautomáticas em automáticas) de uso restrito.
Imagens do Tio Patinhas estavam expostas em um dos cômodos: “O personagem é conhecido por acumular riqueza, o que para eles (os criminosos) parece simbolizar o dinheiro fácil obtido com os golpes”, comenta a delegada, que ainda faz levantamento sobre um homem que reside no local.
“O mandado foi em decorrência do crime de estelionato; mas, na residência foi encontrada arma de fogo, sendo a mulher presa em flagrante, por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito”, explica Carla Tavares ratificando: “Ela faz parte de uma quadrilha de estelionatários que aplicava golpes na cidade”.
As investigações tiveram início no final de janeiro. A "ponta do iceberg" foi uma agência do banco Itaú, do centro da cidade, ter acionado a polícia sobre suspeitas de dois homens que tentavam abrir uma conta com documentos. Os policiais foram ao local, constataram que os documentos eram falsos e efetuaram as prisões de ambos.
ESTRATÉGIA - “O modus operandi da quadrilha era abrir contas bancárias utilizando documentos falsos com a própria foto inserida”, afirma a delegada acrescentando que por meio dessas contas, eram contratados inúmeros empréstimos em nome das vítimas. A partir das prisões e da identificação do veículo utilizado pelos homens, houve rastreamentos e a polícia chegou ao casal, cuja mulher foi presa nessa sexta.
“O casal era responsável por obter os dados pessoais das vítimas e confeccionar os documentos falsos”, informa Carla Tavares assinalando que ambos atuavam diretamente na falsificação e organização dos golpes. “Eles ostentavam uma vida de luxo nas redes sociais; eram os mentores intelectuais e praticavam as fraudes”.
Outro ponto levantado pela delegada foi que, além de participar dos golpes, o casal coordenava a quadrilha, escolhendo vítimas, forjando documentos e distribuindo tarefas. O companheiro da mulher ainda não é considerado foragido, porque não havia mandado contra ele, o que já está sendo providenciado.
“Identificamos mais esse integrante do grupo que não estava no local durante a operação. Porém, diante das provas encontradas, vamos representar por sua prisão”, adianta Carla Tavares afirmando que ainda não tem levantamento sobre o montante de golpes aplicados e que as investigações continuam em andamento.

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