Em palestra para empresários, na CDL, Wladimir afirmou: "Fazemos mais com muito menos" Foto César Ferreira/Divulgação

Campos – Ainda que haja demandas que impactam o dia a dia da população, como transporte urbano, a arrancada no desenvolvimento de Campos dos Goytacazes, maior município do estado do Rio de Janeiro, é uma realidade a partir de 2021. São quatro mil quilômetros quadrados em extensão territorial habitados por cerca de 500 mil pessoas.
Apesar da expressividade em tamanho e habitacional, Campos é penúltimo município do norte fluminense em orçamento por habitante. Porém, a gestão se destaca no ranking de eficiência, justificada pela atração ascendente de empreendimentos da iniciativa privada. “Fazemos mais com muito menos”, avalia o prefeito Wladimir Garotinho.
A síntese é baseada em tabela de orçamentos das prefeituras da região comparados com a população de cada município. Wladimir exemplifica: Campos, com 519.011 habitantes, tem R$ 5.400 para investir por ano por habitante; enquanto São João da Barra, habitado por 36.573 pessoas, tem R$ 23,9 mil; Quissamã (22.393), R$ 20,67 mil; e Macaé (246.391), R$ 18,4 mil.
“O baixo orçamento se agrava por problemas como a falta do cofinanciamento do governo do estado na área da saúde”, relata o prefeito assinalando que embora Campos seja referência para oito municípios da região, vem recebendo do estado pacientes de aproximadamente 30 municípios, sem o devido repasse financeiro.
Wladimir enfatiza posicionamento pontuado durante palestra para empresários e lideranças políticas, nessa segunda-feira (7), na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Wladimir relatou avanços, demandas a serem cumpridas e resumiu causas e efeitos, dentro de proposta de desenvolvimento regional da entidade, presidida pelo empresário Fábio Paes.
UNIÃO IMPORTANTE - O prefeito entende que há necessidade da criação de um conselho unindo poder público e setor produtivo para debater temas comuns que influenciam na vida de todos e cobrar soluções para problemas que estão além da responsabilidade do município. “Poder público e setor produtivo precisam se retroalimentar e conversar sempre”.
Na opinião dele, o empreendedor precisa, e busca uma cidade estável: “E nós somos; uma cidade que honra seus compromissos, coloca dinheiro na rua e dá estabilidade para quem quer investir. Há dados e números que comprovam o crescimento de Campos nos últimos quatro anos e meio”.
Nos detalhes resumidos, o prefeito destaca que, no seu governo, o município registrou um saldo positivo de 15.871 empregos com carteira assinada, abertura de 7.648 empresas e aumento de 33% no número de Microempreendedores Individuais (MEIs). “O bom resultado é fruto de uma política que combina diversas ações de governo, como a desburocratização na legalização de empresas, o alvará facilitado, a retomada das obras de infraestrutura e o
pagamento em dia dos servidores municipais”.
Há números positivos na economia, ações de proteção social e melhoria da qualidade de vida da população. São os casos da reabertura do Restaurante do Povo; criação do Cartão Goitacá; reabertura de 40 Unidades Básicas de Saúde (UBS); reformas do Hospital Ferreira Machado e do Hospital Geral de Guarus; criação do SOS Coração; intervenções em mais de 200 escolas; e conquista da nota 5,4 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) - a maior da história do município.
FORÇA DO AGRO - O vice-prefeito Frederico Paes robustece o relato de Wladimir focado no setor sucroalcooleiro e na transição energética. Ele enfatiza a força do agro na economia campista, destacando novos investidores no campo: “Será fundamental que haja um trabalho conjunto entre poder público e iniciativa privada para que o município se beneficie das novas oportunidades”.
A expectativa de Frederico é de que a rota de desenvolvimento de Campos seja ainda mais promissora: “Acredito que nós teremos uma cidade muito melhor para os nossos filhos e os nossos netos. Temos que dar as mãos para fazer que isso seja realidade”. O secretário de Agricultura, Pecuária e Infraestrutura Rural, Almy Junior vê força nas vocações de Campos para o agronegócio e faz cobrança.
Na visão do secretário as vocações são importantes; porém cobra mobilização política em Brasília pela aprovação do Projeto de Lei 1.440/2019, de autoria do prefeito Wladimir quando deputado federal, que classifica como semiárido o clima dos 22 municípios do norte/noroeste fluminense.
“Vamos continuar convidando prefeitos e lideranças, porque entendemos que o desenvolvimento precisa ser discutido regionalmente”, reforça Fábio Paes. O presidente da CDL sugere: “Um município complementa o outro, e no final o resultado é no comércio. Por isso nossa entidade se coloca nessas discussões”.