Marcelo Neves observa que Campos atrai cada vez mais negócios, que geram emprego e renda no município Foto César Ferreira/Arquivo

Campos – Destacado entre os municípios que compõem a Bacia de Campos, ao norte do estado do Rio de Janeiro, como centro de consumo e dinamismo econômico de ponta, Campos dos Goytacazes apresenta o maior potencial de consumo, estimado em R$ 476 milhões, superando Macaé (R$ 374 milhões) e Cabo Frio (R$ 236 milhões).
Os dados constam do estudo ‘Potencial de Consumo e Mercado Consumidor da Bacia de Campos – Subsídio para a Tomada de Decisão Empresarial’, elaborado pelo estatístico e geógrafo William Passos. Ele ressalta que o protagonismo de Campos é reforçado pela ampla base populacional.
Levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), contidos no estudo, apontam no município mais de 110 mil pessoas com renda proveniente do trabalho. Passos observa que o número representa quase o dobro da segunda colocada, Macaé, e reflete o peso do mercado consumidor local.
“Além disso, a renda média mensal dos campistas (R$ 2.531,74) é uma das mais elevadas da região, superando cidades tradicionalmente turísticas como Cabo Frio e Armação de Búzios”, analisa o diretor de Indicadores Econômicos e Sociais do governo municipal, economista Ranulfo Vidigal.
“Esses números explicam porquê Campos atrai empresas de diversos setores para seu território, realça o economista resumindo que potencial de consumo é a variável chave na escolha de abertura de empreendimentos com boa potencialidade de retorno lucrativo. O potencial para geração de postos de trabalho também é enaltecido.
EFEITO DOMINÓ - “A combinação entre estabilidade política, renda estável e diversidade econômica vai do setor de serviços à agroindústria e à presença crescente de empresas ligadas à cadeia do petróleo”, pontua Vidigal concluindo que “isso (uma espécie de ‘efeito dominó’) faz de Campos um polo cada vez mais atrativo para investimentos e expansão de negócios”.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia e Inovação, Marcelo Neves, ratifica que Campos atrai cada vez mais negócios, que geram emprego e renda aqui: “No governo Wladimir Garotinho, ações como a desburocratização, a retomada das obras públicas, o diálogo com o setor produtivo e o pagamento em dia dos salários dos servidores reforçaram esta tendência”.
Neves contabiliza que, do início de 2021 até setembro de 2025, 9.113 empresas foram abertas no município, que passou da sétima para a sexta posição no ranking estadual e primeira no interior fluminense: “Os dados são da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja)”, informa.