Através de sistema próprio, a Defesa Civil de Campos está monitorando todas as regiões do município Foto Divulgação

Campos – Chove forte no estado do Rio de Janeiro desde terça-feira (3), com interrupções em alguns momentos, causando inundações e transtornos em diversas cidades, principalmente nas regiões norte e noroeste fluminense. É o caso de Campos dos Goytacazes, onde na tarde e noite dessa quarta-feira (4) a incidência chegou a atingir mais de 34 milímetros em alguns pontos.
Em várias áreas as inundações contribuíram para dificuldades no trânsito e mobilidade das
pessoas; porém, não demorou a voltar à normalidade. As equipes da Defesa Civil municipal atenderam 11 solicitações de emergência, envolvendo principalmente quedas de árvores e pontos de alagamentos.
Durante a noite, os agentes permaneceram mobilizado, realizando vistorias, atendendo aos chamados e monitorando áreas consideradas mais vulneráveis. O órgão segue em alerta e orienta a população a acionar os canais oficiais em casos de emergência, pelos telefones 199 ou (22) 9881752512.
A previsão é que até sábado deve haver registro de chuvas fortes em todo o estado. Segundo o Climatempo, “a intensificação na região Sudeste do Brasil tem origem nas circulações de ventos que estão sendo observadas em torno de 1500 m e de 5000 metros de altitude”. O secretário de Defesa Civil de Campos, Alcemir Pascoutto, reforça: “A chuva pode voltar a ganhar força” .
Pascoutto reproduz estudos de meteorologistas, apontando que a principal razão para a intensificação da chuva na região Sudeste é a forte presença de uma corrente de vento quente e úmido, vinda da Amazônia. “É um fenômeno chamado de jato de baixos níveis, cuja corrente de vento varia de intensidade e de posição diariamente”.
O secretário orienta a população ficar atenta e evitar sair de casa no período de instabilidade climática. Chama atenção, também, para que as pessoas depositem lixos e entulhos em locais apropriados e evitem o entupimento de bueiros: “Ninguém consegue intervir contra a chuva; mas contribuir para evitar estragos que ela possa causar, sim”.
CAUSAS E EFEITOS - Segundo Pascoutto, as pessoas têm todo o direito de reclamar quando a rua é inundada: “No entanto, na maioria das reclamações há incoerência; porque, quem reclama é responsável, quando joga em via pública material inservível que é arrastado pela água da chuva para os bueiros, causa entupimento e atrapalha a vasão”, observa.
Além de mutirões contínuos de limpezas de bueiros e ações nos canais, Pascoutto ressalta que, por meio da Superintendência de Limpeza Pública, a prefeitura realiza roçada e remoção de entulhos em diversos bairros, visando melhorar o escoamento de água, com foco especial antes do verão.
“Todas essas ações são fundamentais para a drenagem urbana, especialmente na prevenção de alagamentos”, comenta assinalando que o volume de lixos e detritos retirados dos bueiros é assustador: “A prefeitura faz a parte dela; mas é preciso que a população contribua, evitando que os bueiros sejam obstruídos”.