Brasil avança em tecnologias para redes de energia elétrica

Projetos de smart grids estão em teste pelo país e prometem modenizar a distribuição

Por douglas.nunes

As redes elétricas inteligentes, ou smart grids, já são realidade em residências do país e deverão crescer ainda mais no próximos anos. Essas redes representam uma nova arquitetura de distribuição de energia elétrica, mais segura e inteligente, que integra e possibilita ações a todos os usuários a ela conectados.

No Brasil, alguns municípios já têm experiências parecidas com as das cidade inteligentes europeias. A AES Eletropaulo transformou Barueri no primeiro município em região metropolitana do país a ter rede inteligente de distribuição de energia. A concessionária deverá investir, até 2017, R$ 75 milhões no maior projeto Smart Grid do país, que contempla 62 mil clientes e beneficia cerca de 250 mil habitantes.

“O mundo caminha para ter cada vez mais smart cities, ou seja, conceito de cidade inteligente que significa, essencialmente, eficiência. Nesse sentido, nosso projeto piloto de smart grids visa buscar cada vez mais a eficiência energética para nossos clientes”, diz a diretora regional da AES Eletropaulo, Maria Tereza Vellano.

A partir de uma sofisticada central%2C a AES Eletropaulo monitora toda a sua rede de distribuiçãoAndrea Prado/ Divulgação

O Projeto da Eletropaulo prevê que todo comércio, indústria, prédio público e residência de Barueri tenha um medidor inteligente. Através dele, os clientes de Barueri podem visualizar diariamente o consumo de energia, que também poderá ser consultado à distância, no portal do cliente da agência virtual da companhia. Isso permitirá às famílias gerenciar o consumo e acompanhar, por exemplo, quanto será o valor da sua próxima conta de energia.

Com o projeto Cidades do Futuro, a Companhia Energética do Estado de Minas Gerais (Cemig) pretende alavancar o estado rumo às tecnologias das cidades inteligentes. No projeto, a concessionária testa novos medidores inteligentes em Sete Lagoas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Desde 2009, a empresa investiu cerca de R$ 23 milhões, entre recursos Pesquisa e Desenvolvimento e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

“A viabilidade técnica para projetos como esse existe e já foi comprovada em diversos países. Para implantação no Brasil ainda há alguns desafios tecnológicos, principalmente aqueles ligados às redes. Porém, os benefícios existem tanto para o consumidor, quanto para a Cemig, que terá maior conhecimento da sua rede, com a possibilidade de intervenções remotas ”, destacou o gestor do Projeto Cidades do Futuro da Cemig, Geraldo Tadeu Batista de Oliveira.

No Rio, a Light já possui cerca de 450 mil clientes com medidor eletrônico e, até 2018, realizará investimento de mais de R$ 2 bilhões em ações de modernização da rede de distribuição e na instalação de 1 milhão de medidores inteligentes. Isso deve impactar de forma positiva na qualidade de fornecimento de energia da área de concessão, o que permite realizar, remotamente, leitura, corte e religação de unidades. Além disso, a companhia já desenvolveu, em conjunto com alguns parceiros, diversos dispositivos elétricos, como a tomada inteligente e carregadores de veículos elétricos.

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