Para nós, que acreditamos em reencarnação, a morte não é um fim, mas sim, uma transição, o momento em que o espírito se desprende do corpo físico (desencarne). Embora não exista uma "lista oficial" numerada de 1 a 10, a literatura espírita classifica as desencarnações conforme a causa e o estado espiritual do indivíduo. Abaixo, apresento os 10 tipos ou categorias mais comuns de desencarne e o que eles representam para a alma.
1. Morte Natural. Ocorre quando o corpo físico atinge o limite biológico. A separação entre alma e corpo tende a ser suave, pois os laços fluídicos se desatam gradualmente com o enfraquecimento das funções vitais.
2. Morte Prematura (infantil). A morte de crianças pode ocorrer por necessidade de completar um curto aprendizado, por provas dos pais ou porque o espírito já cumpriu o que precisava naquela breve passagem.
3. Morte Acidental. Ocorre de forma inesperada, como quedas, choques, etc. O impacto emocional pode causar uma perturbação espiritual temporária, pois o espírito não estava preparado para a partida naquele momento exato.
4. Morte Violenta (homicídio). Resulta de uma agressão externa. O choque é intenso e, muitas vezes, o espírito demora a perceber que desencarnou, podendo manter o trauma da agressão em seu corpo perispiritual por algum tempo.
5. Morte Coletiva (tragédias). Envolve grupos de pessoas em um mesmo evento (ex: naufrágios, desastres naturais). A doutrina explica como um "resgate coletivo" ou prova comum, onde espíritos com débitos ou necessidades de aprendizado similares se reúnem.
6. Suicídio Direto (voluntário). Considerado uma das situações mais complexas. O espírito interrompe a vida antes do tempo previsto, o que gera um choque fluídico severo e sofrimento no plano espiritual, pois os laços com o corpo físico ainda estão muito fortes.
7. Suicídio Indireto. Ocorre quando a pessoa não tem a intenção de morrer, mas abrevia a vida por meio de vícios, excessos alimentares ou comportamentos de risco contínuos que desgastam os órgãos vitais precocemente.
8. Morte por Eutanásia. A eutanásia é vista como uma interrupção do processo natural de provação. Acredita-se que os momentos finais, mesmo em sofrimento, podem ter uma utilidade educativa ou de purificação para o espírito.
9. Morte Redentora (ou sacrifício). Quando alguém oferece a própria vida para salvar outrem. Embora seja uma morte violenta ou abrupta, o desprendimento é facilitado pelo alto teor moral e amoroso do ato, gerando uma transição luminosa.
10. Morte Programada. É aquela que ocorre exatamente conforme o planejamento feito antes da reencarnação. O espírito completa sua missão e retorna à pátria espiritual com a sensação de dever cumprido.
O que determina a qualidade da morte? É o estado de consciência de quem parte. Quanto mais apegada a pessoa for aos bens e prazeres físicos, mais lenta e difícil tende a ser a separação. Espíritos que cultivaram a espiritualidade e o bem costumam ter um desprendimento rápido e sereno, independentemente de como o corpo parou de funcionar.