O que acontece logo após a morte depende menos de causa médica e muito mais da condição moral e do desapego da pessoa. No entanto, cada tipo de desencarne gera uma reação inicial diferente no plano espiritual. O processo passa por três fases: Desprendimento, Perturbação e Despertar.
1. Nas Mortes Naturais e Serenas
O espírito geralmente passa por um período de "sono" tranquilo. Os laços fluídicos se soltam como uma fruta madura que cai da árvore. O espírito desperta em um ambiente de paz, muitas vezes sendo recebido por entes queridos e mentores. A transição é suave e a consciência retoma a memória espiritual gradualmente.
2. No Suicídio (Direto e Indireto)
É a transição mais desafiadora, pois o fluido vital ainda está "preso" às células do corpo. O espírito sente uma ligação magnética pesada com o corpo físico em decomposição, o que gera sensações angustiantes.

Há um estado de confusão intensa e remorso. Eles costumam ser levados a zonas de tratamento específicas (como o "Vale dos Suicidas" citado por Camilo Castelo Branco) para recompor seu perispírito antes de seguir para colônias de aprendizado.
3. Nas Mortes Violentas e Acidentais
O choque é a principal característica. O corpo para, mas o espírito continua com "carga total" de energia. Ocorre a Perturbação Espiritual. O espírito pode não entender que morreu, sentindo-se num pesadelo ou apenas atordoado. Em acidentes, se a pessoa era boa, equipes de socorro espiritual atuam rapidamente para "desligar" os laços e induzir um sono profundo para evitar o trauma visual do acidente.
4. Nas Mortes por Doenças Longas
A doença funciona como uma preparação. Muitas vezes, o espírito já começou a se desprender antes mesmo do coração parar. Ao despertar no plano espiritual, ele se sente aliviado por não sentir mais as dores físicas, mas pode precisar de um período de convalescença em "hospitais" espirituais para curar as impressões da doença no seu corpo sutil (perispírito).
5. Nas Mortes Coletivas
Há uma logística espiritual intensificada. Enormes equipes de socorristas espirituais são deslocadas para o local. Os espíritos são aglutinados e, dependendo do merecimento, são colocados em estado de sono letárgico para serem transportados em massa para colônias de auxílio, evitando o pânico coletivo no plano invisível.

As colônias espirituais são descritas na literatura espírita (especialmente nas obras de André Luiz, psicografadas por Chico Xavier) como verdadeiras cidades localizadas em dimensões vibratórias acima da Terra. Elas servem como locais de refúgio, tratamento, estudo e preparação para novas encarnações.
Esses espíritos são levados para zonas de tratamento específicas para recompor seu perispírito antes de seguir para colônias de aprendizado. As colônias espirituais são descritas como verdadeiras cidades localizadas em dimensões vibratórias acima da Terra. Elas servem como locais de refúgio, tratamento, estudo e preparação para novas encarnações.