Arte coluna Além da Vida 25 abril 2026Arte Paulo Márcio

A escolha dos pais é um processo planejado com foco na evolução espiritual. Embora se diga comumente que "os filhos escolhem os pais", essa escolha está sujeita a critérios de mérito, necessidade de aprendizado e afinidade.
O espírito que reencarna busca um núcleo familiar que ofereça as condições ideais — sejam elas difíceis ou facilitadoras — para que ele possa trabalhar defeitos, desenvolver virtudes ou reparar erros do passado.
Muitas vezes, a escolha é baseada em laços de amor e simpatia cultivados em vidas anteriores. Amigos espirituais podem se reencontrar no ambiente familiar para continuarem sua jornada juntos. Por outro lado, espíritos que foram inimigos podem ser reunidos no mesmo lar para exercitarem o perdão e a reconciliação.
A escolha nem sempre é feita de forma isolada pelo espírito. É claro que espíritos esclarecidos têm mais autonomia para escolher seus pais e planejar os detalhes de sua vinda.
Já os espíritos com menos autonomia, recebem ajuda de mentores e guias espirituais, que analisam o que o espírito precisa viver e indicam a família mais adequada para o seu progresso.
Em alguns casos, contudo, quando o espírito não tem condições de escolher, ele é encaminhado para a família que pode lhe oferecer a experiência necessária para o seu resgate espiritual.
Há um compromisso mútuo: enquanto o filho busca os pais para seu progresso, os pais, no plano espiritual, geralmente aceitam a tarefa de recebê-lo e guiá-lo. Os pais não são "donos", mas sim zeladores das almas que Deus lhes confia.
Ninguém nasce em uma família por acaso; o lar é o laboratório onde o amor deve transformar as relações humanas em fraternidade. Não é bem a “criança” que escolhe, já que, antes de nascer essa criança, é um espírito igual a todo mundo.
No planejamento da reencarnação, o espírito faz como uma lista das coisas que precisa viver. Essa lista é analisada pelos mentores e guias que ajustam para o que é possível ou não.

Dentro dessas condições que deseja passar, é buscado uma família para o espírito. As vezes amigos espirituais se oferecem, tipo uma carona. As vezes o espírito não tem “crédito” e será encaixado onde dá.
Esse “onde” não é qualquer lugar, pois a família também é escolhida pelos genes. Enfim, é passado as condições e possíveis adversidades. Por exemplo, “olha nascer nessa família, você pode enfrentar preconceito” e o espírito concorda, pois acredita ser bom para ele.
Outra encarnação mais ou menos compulsória é no mesmo círculo familiar. O espírito tem um amor descontrolado por outro, ou uma mágoa profunda. É recíproco ambos os casos, essas pessoas acabam nascendo “juntas” para lidar com esse sentimento.
Átila Nunes é deputado estadual