O perdão é uma necessidade psíquica. Mágoas e ressentimentos ocupam um espaço precioso em nosso ser, podendo bloquear a criatividade, ou pelo menos parte dela. Uma parcela de nosso potencial fica sem ser ativada e isso nos empobrece. E se acontecer de desencarnarmos com esses sentimentos de rancor, eles nos acompanharão nos estados pós-morte, impedindo uma passagem mais serena e proveitosa pelo plano espiritual; não só seremos perturbados por eles, como atrairão vibrações semelhantes, além de poderem retornar como sementes na existência seguinte.
Por que será que Jesus fez esta exortação: “Reconcilia-te o quanto antes com teu inimigo, enquanto estás no caminho com ele”. E também: “Perdoa setenta vezes sete vezes...”
Nada é fortuito na natureza; cada ato, sentimento, palavra ou emoção, têm seu peso, um significado, uma direção, uma frequência, uma repercussão.
Certas coisas só vamos aprender quando sentirmos as consequências na própria pele. Mas quando temos acesso informações relevantes, devemos aproveitar a oportunidade e verificar se são verdadeiras. É para isso que estamos aqui, para viver, ousar, aprender e evoluir.
Perdoar, perdoar, perdoar... Nos perdoar setenta vezes sete vezes. Soltar, soltar, soltar. Deixar ir, sentir o fluxo da vida passando por nós, como uma brisa em acalanto, soprando o vento na direção que devemos tomar, facilitando nossa caminhada, como um oásis repentino logo à frente, quando já estávamos ofegantes, fatigados e desesperançados.
Que possamos tomar a iniciativa, em vez de ficar esperando o movimento do outro. Somos livres para escolher o caminho, apesar das brumas de Netuno às vezes nos confundirem, mas devemos insistir e prosseguir. Podemos. Devemos. Vamos!