O campo de Búzios produz na Bacia de Santos, a cerca de 180 km da costa do Rio de JaneiroAndré Ribeiro/Agência Petrobras

Enquanto as principais potências globais enfrentam instabilidades econômicas e disputas tarifárias, como a guerra comercial entre Estados Unidos e China, o Brasil segue trilhando um caminho de crescimento na indústria de petróleo e gás. Um dos marcos dessa trajetória é o Projeto Búzios 11, da Petrobras, que acaba de dar mais um passo decisivo com a assinatura de um contrato estratégico com a empresa Subsea7.
Avaliado em R$ 8,4 bilhões, o contrato cobre as etapas de engenharia, aquisição, construção e instalação submarina (EPCI) e foi resultado de um processo competitivo. O projeto deve gerar mais de mil empregos diretos e indiretos no estado do Rio de Janeiro, reforçando o impacto positivo da iniciativa na economia local.
Além disso, o acordo estabelece um conteúdo local mínimo de 40%, com expectativa de atingir mais de 50%. A estratégia aproxima os fornecedores da companhia, amplia o desenvolvimento de toda a cadeia de fornecimento nacional.
O Projeto Búzios 11 é uma das iniciativas estratégicas da Petrobras para ampliar a produção no campo de Búzios, na camada do pré-sal da Bacia de Santos, a cerca de 180 km da costa do Rio de Janeiro, em profundidades superiores a 2.000 metros.
A estrutura central do projeto será a plataforma P-83, um FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência), que terá capacidade para produzir até 225 mil barris de petróleo por dia e 12 milhões de m³ de gás natural por dia, além de armazenar mais de 1,6 milhão de barris de petróleo.
O escopo do contrato com a Subsea7 envolve a engenharia, fabricação, instalação e pré-comissionamento de 112 km de risers rígidos e linhas de fluxo (flowlines). As operações offshore estão previstas para acontecer entre 2027 e 2028.
Esse avanço reforça a posição estratégica do do Rio e do Brasil no cenário energético global. Mesmo diante das incertezas econômicas internacionais, o país caminha para encerrar a década entre os cinco maiores produtores de petróleo do mundo, consolidando o pré-sal como um ativo de importância global e fortalecendo sua indústria com tecnologia, geração de empregos e valorização do conteúdo local.
A concentração de investimentos bilionários, a geração expressiva de empregos e o fortalecimento do conteúdo local colocam o Rio no epicentro do crescimento energético brasileiro. Além de ser beneficiado diretamente com receitas de royalties e tributos, o estado também atrai novos fornecedores, qualifica mão de obra local e amplia sua infraestrutura portuária e industrial.
Mais do que um polo produtor, o Rio de Janeiro reafirma sua vocação histórica como capital da energia no Brasil, contribuindo decisivamente para que o país assuma um papel de liderança global no setor petrolífero — mesmo em meio aos desafios impostos pelo cenário internacional.