Acolher as pessoas que mais precisam é um dos convites que Jesus, o aniversariante do Natal, faz a cada um de nósArquivo gerado por Inteligência Artificial
Um Natal para desacelerar e recordar o que realmente importa
Em meio às luzes, ao movimento das cidades e ao calor das festas, o Natal nos chama a reencontrar a paz, a solidariedade e o verdadeiro sentido de celebrar.
Durante o ano inteiro, ocupamos este espaço para refletir sobre economia, desenvolvimento regional, infraestrutura, petróleo, logística e outros assuntos que movem o estado do Rio de Janeiro e moldam o nosso futuro. Mas hoje, por um breve instante, deixamos de lado gráficos, cifras e projeções para olhar para algo que nenhum boletim econômico é capaz de medir: o Natal. A data chega sempre com esse convite silencioso para desacelerar, como se, de repente, o mundo pedisse licença para reacender um pouco da nossa humanidade.
Basta caminhar pelas ruas para perceber que as cidades já entraram no clima. Luzes cruzam as avenidas como pequenos fios de esperança. Árvores ornamentadas surgem nas praças, vitrines caprichadas tentam roubar um sorriso de quem passa apressado. E o comércio, naturalmente, se agita: lojas lotadas, pacotes indo e vindo, vagas temporárias que viram oportunidade de emprego para muita gente. É a economia girando — mas com uma atmosfera que só o fim do ano é capaz de criar.
Ainda assim, há algo maior pairando por trás de toda essa engrenagem luminosa. O Natal existe, antes de tudo, porque celebramos um nascimento: o de Jesus. Independentemente da fé de cada um, é impossível ignorar o impacto do homem que pregou amor quando o mundo oferecia dureza; paz quando reinava a hostilidade; solidariedade quando era mais fácil virar o rosto. Ele é, afinal, o símbolo do que gostaríamos de ser pelo menos um pouquinho mais.
Por isso, talvez o melhor jeito de celebrar o aniversariante não esteja apenas nos presentes trocados, mas nos gestos simples de caridade. Uma visita a quem você não vê com frequência, uma palavra amiga, um prato a mais na mesa para quem precisa, um abraço em quem vive nas ruas. São pequenos milagres cotidianos capazes de transformar uma data festiva em algo que realmente faça sentido.
Que o Natal reacenda em cada um de nós a vontade sincera de paz no mundo e amor entre os homens. Que a luz que vemos nas ruas também acenda alguma luz dentro da gente. E que, por um instante pelo menos, consigamos viver o espírito que Jesus nos ensinou: o de cuidar do próximo como se cuidássemos de nós mesmos.

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