Com educação empreendedora, os estudantes aprendem a pensar, questionar, criar e resolver problemasAgência Sebrae de Notícias

Há coisas que a escola ensina que cabem em uma prova. Outras acompanham o aluno pela vida inteira. Aprender a pensar, questionar, criar, resolver problemas e enxergar é uma delas. E é nesse ponto que entra a educação empreendedora.
Antes de falar sobre o tema, é importante desfazer um equívoco. Educação empreendedora não se trata de transformar cada estudante num futuro empresário, e sim prepará-lo para a vida real, para o mundo do trabalho e para a capacidade de construir seus próprios projetos. Criatividade, liderança, pensamento crítico, autonomia e capacidade de resolver problemas são competências úteis em qualquer profissão. Ao incentivar o empreendedorismo, a escola se aproxima da realidade, com projetos pedagógicos que dialogam com as vocações econômicas e os desafios de cada região.
Há municípios que oferecem bons exemplos de como essa agenda pode sair do discurso e virar prática. A Prefeitura de Campos, por exemplo, mantém iniciativas que aproximam educação, ciência, tecnologia e empreendedorismo, como o Startup Campos. Desenvolvido em parceria com a TEC Incubadora, o programa financia projetos nascentes, oferecendo todo o suporte para que se desenvolvam. O município também mantém o Mais Ciência, cujo objetivo é formar novos pesquisadores nas instituições de ensino superior da cidade, articulando pesquisas e atividades com as demandas necessárias ao processo de desenvolvimento socioeconômico de Campos.
Os candidatos nas próximas eleições precisam ficar de olho nesse tema. Educação empreendedora precisa aparecer nos planos de governo como política pública, com formação de professores, estrutura, recursos e conexão com a realidade econômica de cada território.
Uma contribuição importante vem do Sebrae, que colocou a educação empreendedora entre os oito eixos de seu Guia de Candidaturas. Entre as propostas apresentadas, estão a criação de uma Política Nacional de Educação Empreendedora, formação contínua de professores, trilhas de programação, inteligência artificial, marketing e gestão para jovens, além da inclusão do tema nos materiais didáticos. Para os estados, o Sebrae defende projetos práticos nas escolas, capacitação de educadores, aproximação entre escolas e vocações econômicas regionais e a criação de espaços voltados à robótica, prototipagem e cultura digital.
Afinal, uma pergunta sobressai: que tipo de jovem queremos preparar para o futuro? Alguém que apenas memoriza conteúdos para uma prova ou alguém capaz de pensar, criar, inovar e encontrar soluções? Em um mundo de profissões em transformação e novas tecnologias surgindo todos os dias, ensinar a aprender, criar e se adaptar pode ser uma das maiores lições da escola. Educação empreendedora significa ensiná-lo a não esperar que o futuro simplesmente aconteça. É dar a ele condições para ajudar a construí-lo. E Campos mostra que esse futuro pode começar agora.