Marília MendonçaReprodução/Instagram
As informações foram reveladas pelo colunista Thiago Sodré, nesta quinta-feira (4), no A Tarde É Sua, apresentado por Sonia Abrão, e caíram como uma bomba nos bastidores do sertanejo, reabrindo feridas e lembrando que o legado da cantora continua cercado de disputas, silêncios e decisões delicadas.
Marília partiu, mas o país nunca conseguiu de fato se despedir. Em quase cinco anos, seus hits continuam ecoando como se ela estivesse aqui, vivíssima. E justamente por essa presença tão forte surgiu a ideia do musical, pensado como um grande tributo póstumo à rainha da sofrência — uma forma de manter acesa a chama que nenhum brasileiro conseguiu apagar.
Mas nos bastidores, o clima é outro. O espetáculo, que já estava pronto e estruturado para estrear, emperrou de forma abrupta. A obra, assinada por Amândio Lessa, Guto Graça Melo e Naura Schneider, foi entregue com entusiasmo à Workshow, responsável pelo legado de Marília. Teria tido clima de “vai acontecer”, promessas, sorrisos e até o suposto aval inicial de Wander, uma das figuras mais importantes da empresa. Só que, do entusiasmo ao esquecimento, foi um passo. O “sim” que faltava nunca veio.
E ainda existe um elemento que pode ter embaralhado o tabuleiro: toda a novela envolvendo a guarda de Leo, filho de Marília com Murilo Huff. Em meio às conversas sobre direitos e curadoria artística, Murilo assumiu oficialmente a administração do legado da cantora e da imagem do filho. A partir daí, mudou quem tem a caneta para autorizar o projeto, e, quando muda quem decide, muda também o caminho que a história toma.
Enquanto isso, o público segue esperando que o espetáculo não vire apenas mais um sonho que nunca saiu do papel.

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