Carlinhos Maia tenta derrubar multa de R$ 1 milhão por exploração de imagem de animais silvestres, mas sofre revés na JustiçaFoto: Reprodução/ Redes socias

A tentativa de Carlinhos Maia de escapar de uma multa milionária já começou com um freio inesperado. Antes mesmo da análise do pedido de anulação feito pelo influenciador, a Justiça mudou o rumo do processo. E, por ora, qualquer decisão urgente segue fora de cena.

De acordo com documentos obtidos com exclusividade pela coluna Daniel Nascimento, o famoso, cujo nome de registro é Luiz Carlos Ferreira dos Santos, ingressou com uma ação anulatória contra o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), tentando derrubar um auto de infração ambiental que resultou em uma multa pesada: nada menos que R$ 1 milhão.

A penalidade foi aplicada após um episódio ocorrido em outubro de 2025, no arquipélago de Fernando de Noronha. Segundo o processo, Carlinhos teria explorado comercialmente a imagem de animais silvestres em situação considerada irregular, ao alimentar aves marinhas da espécie Fregata magnificens com restos de comida, prática enquadrada como abuso ambiental pelas autoridades.

Nos autos, os advogados de Carlinhos tentam suspender imediatamente os efeitos da multa por meio de um pedido de tutela de urgência. No entanto, a estratégia sofreu um revés logo nos primeiros movimentos do processo.

Isso porque a Justiça Federal de Pernambuco declarou, na última semana, sua incompetência para julgar o caso e determinou o envio do processo para uma unidade especializada, responsável por demandas com ligação direta ao território de Fernando de Noronha. Com isso, a ação foi redistribuída por sorteio, o que, na prática, afasta qualquer expectativa de decisão rápida neste momento.
Caso envolvendo órgãos ambientais não é o primeiro
Esse não é o único episódio recente envolvendo Carlinhos Maia e questões ambientais. Em agosto de 2025, ele já havia sido multado em R$ 10 mil após trafegar de quadriciclo em uma área de preservação ambiental em Jequiá da Praia, no litoral de Alagoas. A região, monitorada por órgãos ambientais, é conhecida por ser ponto de desova de tartarugas marinhas, o que torna a circulação de veículos estritamente proibida.

À época, imagens do influenciador no local viralizaram nas redes sociais e reforçaram a fiscalização, que identificou rastros de pneus entre os municípios de Roteiro e Jequiá da Praia, dentro da área protegida.

Agora, com uma multa que pode chegar à casa do milhão e um processo que começa praticamente do zero em outro núcleo da Justiça, o cenário se desenha mais delicado do que nunca.