Depois de Angélica, Marina Ruy Barbosa vira alvo de processo inusitado movido por advogadaFoto: Reprodução/ Redes sociais

Marina Ruy Barbosa entrou no centro de uma polêmica e, ao que tudo indica, sem nem mesmo saber! A coluna Daniel Nascimento descobriu, com exclusividade, que uma advogada da Paraíba ingressou com uma ação judicial contra a atriz, alegando ter sido atacada nas redes sociais pela artista.

Na ação de indenização por danos morais, que tramitou no 2º Juizado Especial Cível de João Pessoa, a mulher afirmou ter sido alvo de ofensas públicas. Segundo relatado no processo, a advogada e Marina não se conheciam pessoalmente, mantendo apenas um vínculo superficial por meio das redes sociais, sem qualquer proximidade ou intimidade.

De acordo com o relato, a autora costumava interagir com elogios nas publicações da famosa. No entanto, de forma inesperada, a situação teria mudado. A advogada afirmou que passou a receber respostas com teor ofensivo, invasivo e constrangedor, com o uso de expressões consideradas injuriosas e difamatórias por parte de Marina, ofensas essas que, curiosamente, não foram detalhadas, citadas ou sequer nomeadas pela seguidora nos autos do processo.

Ainda segundo a ação, os supostos ataques teriam ocorrido de forma pública, visíveis a outros usuários, o que teria ampliado o constrangimento. A autora também relatou que, no mesmo período, seu perfil passou a ser alvo de ataques de haters, que reproduziam conteúdos semelhantes e, não por "mera coincidência", seguiam a atriz.

Inconformada com a situação, a mulher afirmou que chegou a questionar Marina se estaria sendo confundida com outra pessoa, já que nunca houve qualquer desentendimento prévio entre as duas. Além disso, destacou que ambas vivem em estados diferentes, o que reforçaria a ausência de justificativa para o comportamento narrado.

A advogada sustentou ainda que, caso a intenção da global fosse apenas restringir o acesso ao seu perfil, bastaria um bloqueio. No entanto, a suposta conduta adotada pela ruiva indicaria a intenção de ofender sua dignidade. O documento também fez duras críticas à suposta postura atribuída à atriz, ressaltando que seria incompatível com o comportamento esperado de uma figura pública tratar um fã dessa forma, especialmente sem provocação.

A autora alegou ter sofrido abalo emocional e psicológico significativo diante do caráter público das supostas interações. Ela afirmou ter solicitado a Marina, diversas vezes que as condutas cessassem e tentado resolver o conflito de forma amigável, mas sem sucesso. Diante do intenso estresse emocional, decidiu recorrer ao Judiciário fixando o valor da causa em R$ 1.518,00.

O desfecho do processo

O que mais chamou a atenção deste colunista é que nos autos não consta nenhuma prova de que Marina tenha tido essa conduta, como áudios, prints de conversas ou vídeos.

Além da total falta de evidências, o processo acabou não indo para a frente por um erro processual da própria autora. O juiz de direito Adhemar de Paula Leite Ferreira Néto intimou a advogada para emendar a petição inicial, exigindo que ela apresentasse dados básicos da ré, como o CPF e o endereço de Marina Ruy Barbosa, para que a citação fosse possível. 

Como a autora deixou o prazo de 15 dias correr em branco, sem qualquer manifestação, a petição inicial foi indeferida. A sentença de extinção do processo sem resolução do mérito foi proferida pela juíza leiga Anna Helena Dantas de Oliveira e homologada pelo juiz titular.

Recentemente, a certidão de trânsito em julgado e o arquivamento definitivo dos autos foram assinados, encerrando o caso sem que a atriz precisasse sequer ser notificada.

Caso semelhante envolveu a apresentadora Angélica

Em 2024, a coluna Daniel Nascimento revelou um episódio semelhante envolvendo a apresentadora Angélica, que também foi alvo de uma ação movida por uma advogada, daquela vez na Baixada Fluminense.

Na ocasião, a autora acusava a artista de perseguição e alegava estar sendo constantemente abordada pela famosa e por pessoas ligadas a um suposto grupo religioso nas ruas de Nova Iguaçu. A gravidade do relato incluía a afirmação de que Angélica teria ido, inclusive, até o colégio do filho da autora. A ação trazia ainda outras acusações inusitadas, como a de que a loira lideraria uma espécie de "seita", além de pedidos para que a apresentadora mantivesse distância.

A advogada solicitava uma indenização de quase R$ 60 mil, alegando ter sofrido angústia e humilhação. No entanto, conforme noticiado à época, o processo se baseava apenas nos relatos da autora, sem a apresentação de provas concretas que sustentassem as graves acusações.