A chamada 'humanização dos pets' transformou a relação entre tutores e animaisDivulgação/ Simone Ballerini
Assistência pet ajuda tutores a lidar com imprevistos
No estado, setor segue em expansão
A presença de cães e gatos nos lares brasileiros nunca foi tão expressiva, e no Rio de Janeiro esse cenário também movimenta a economia. A chamada “humanização dos pets” transformou a relação entre tutores e animais, ampliando os cuidados com saúde, alimentação e bem-estar. Esse movimento impulsiona o crescimento de clínicas, pet shops e serviços especializados, além de abrir espaço para um novo segmento: a assistência pet.
No estado, o setor segue em expansão. Dados do Sebrae Rio indicam que o número de negócios ligados a animais de estimação cresceu cerca de 49% nos últimos cinco anos, ultrapassando 22 mil empresas. O avanço acompanha uma tendência global: o mercado de seguros e assistências para pets movimenta bilhões de dólares e deve continuar crescendo na próxima década.
No Brasil, porém, a proteção financeira para animais ainda é pouco difundida. Estima-se que apenas cerca de 250 mil cães e gatos tenham algum tipo de cobertura, o que representa uma parcela muito pequena diante do universo de mais de 100 milhões de pets no país.
Diferentemente de outros países, a assistência pet no Brasil costuma estar vinculada a seguros tradicionais, como os residenciais. Entre os serviços oferecidos estão orientação veterinária por telefone, atendimento emergencial, transporte do animal, hospedagem temporária e auxílio em situações inesperadas, como a hospitalização do tutor.
O crescimento desse tipo de serviço também acompanha a evolução da medicina veterinária. Com exames e tratamentos mais avançados, os custos aumentaram, tornando a assistência uma ferramenta de apoio financeiro e de planejamento para os tutores.
Outro aspecto relevante é a responsabilidade civil. Em centros urbanos como o Rio, situações envolvendo acidentes ou danos causados por animais podem gerar custos e disputas judiciais, e algumas apólices já oferecem cobertura para esses casos.
Com o aumento da população de pets — que já ultrapassa 149 milhões no Brasil — e a expansão do setor, a assistência pet tende a ganhar mais espaço. Ainda assim, especialistas apontam que a falta de informação e a percepção de custo são desafios para a popularização desses serviços.

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