De acordo com o veterinário Francis Flosi, a prevenção continua sendo fundamental: 'A vacinação é fundamental para proteger cães e gatos'Freepik
Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 37 casos de raiva humana entre 2016 e 2026. Desse total, 22 foram associados à transmissão por morcegos. O país também não registra, há mais de uma década, casos humanos relacionados à variante do vírus que circula entre cães.
A doença, porém, continua presente entre os animais. Até junho de 2026, foram registrados seis casos de raiva em cães no país, todos associados a variantes de animais silvestres. Entre 2015 e 2026, foram contabilizados 270 casos em cães e gatos. Em São Paulo, 90 casos de raiva em animais foram registrados em 2026, segundo dados divulgados pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP).
Para o médico-veterinário Francis Flosi, diretor-geral da Faculdade de Medicina Veterinária Qualittas, a prevenção continua sendo fundamental. “A vacinação é uma medida fundamental para proteger cães e gatos e, consequentemente, as pessoas. Mesmo com os avanços no controle da raiva transmitida por cães, a circulação do vírus em animais silvestres exige atenção permanente”, destaca.
A raiva é uma doença viral que afeta o sistema nervoso central e apresenta alta letalidade após o início dos sintomas. A transmissão ocorre principalmente pela saliva de animais infectados, por mordidas, arranhões ou contato com mucosas e feridas.
Entre os sinais que podem surgir nos animais estão mudanças de comportamento, agressividade incomum, salivação excessiva, dificuldade para engolir, falta de coordenação e paralisia. Animais com suspeita da doença não devem ser manipulados, e a ocorrência deve ser comunicada aos serviços de vigilância.
Em caso de mordida, arranhão ou contato suspeito, é recomendado lavar o local com água corrente e sabão e procurar atendimento médico para avaliar a necessidade de profilaxia. Se um animal doméstico tiver contato com um morcego ou outro animal silvestre, a orientação é evitar o contato direto e buscar orientação veterinária e dos serviços de vigilância.
A vacinação de cães e gatos, conforme as orientações dos serviços de saúde e de medicina veterinária, está entre as principais medidas preventivas. Também é importante evitar o contato com animais silvestres e comunicar às autoridades sanitárias a presença de animais com comportamento suspeito.
O controle da raiva envolve ainda o conceito de Saúde Única, que integra a saúde humana, animal e ambiental. Nesse contexto, médicos-veterinários, profissionais de saúde, tutores e órgãos públicos têm papel importante na prevenção e na vigilância da doença.
Sobre a Faculdade Qualittas
Há 24 anos, a Faculdade de Medicina Veterinária Qualittas atua na formação e no aperfeiçoamento de profissionais da área, com cursos de pós-graduação e capacitação em diferentes especialidades da Medicina Veterinária.
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