A diabetes mellitus felina é uma doença endócrina que compromete o controle da glicose no organismoFreepik
Diabetes felina ganha nova opção de tratamento oral diário
Medicamento desenvolvido pela Elanco Saúde Animal é o primeiro comprimido de uso diário aprovado no Brasil para gatos recém-diagnosticados e clinicamente estáveis
Gatos com diabetes mellitus passam a contar com uma nova alternativa terapêutica no Brasil. O Bexacat™ (bexagliflozina) é um medicamento de administração oral, uma vez ao dia, indicado para gatos recém-diagnosticados, clinicamente estáveis e que ainda não tenham recebido tratamento com insulina. A opção pode facilitar a rotina de tratamento em pacientes que atendam aos critérios de indicação.
A diabetes mellitus felina é uma doença endócrina que compromete o controle da glicose no organismo. Sem tratamento adequado, pode provocar complicações como neuropatia, infecções urinárias e cetoacidose diabética, condição potencialmente grave.
Tradicionalmente, o tratamento envolve aplicações diárias de insulina, ajustes de dose e acompanhamento frequente. Para alguns responsáveis, essa rotina pode ser um desafio.
“A chegada de uma alternativa oral amplia as possibilidades terapêuticas e pode facilitar essa rotina”, explica Tatiana Pavan, médica-veterinária e consultora técnica da área de Pet Health.
Diagnóstico e acompanhamento
Estima-se que a diabetes mellitus afete cerca de 0,5% da população felina, com maior ocorrência em gatos adultos, machos castrados e animais com sobrepeso. Obesidade, sedentarismo e envelhecimento também estão entre os fatores associados à doença.
No Brasil, existem cerca de 32,3 milhões de gatos, segundo dados do Instituto Pet Brasil (IPB) e da Abinpet.
Os sinais mais comuns incluem aumento da ingestão de água, maior frequência urinária, perda de peso e aumento do apetite. O diagnóstico é feito por avaliação clínica e exames laboratoriais. Quando identificada e tratada precocemente, a doença pode ser controlada e, em alguns casos, entrar em remissão.
Como funciona
A bexagliflozina pertence à classe dos inibidores do cotransportador de sódio-glicose tipo 2 (SGLT2). Diferentemente da insulina, o medicamento reduz a glicose no sangue ao aumentar sua eliminação pela urina.
Segundo estudos clínicos apresentados pela fabricante, o tratamento apresentou taxas superiores a 80% de sucesso no controle da doença. Em um estudo de campo com 125 gatos acompanhados por até três anos, 96% dos responsáveis relataram facilidade na administração do comprimido.
O medicamento também recebeu o reconhecimento “Easy to Give”, concedido pela International Cat Care/ISFM, que considera características como tamanho, formulação, palatabilidade e facilidade de administração.
Nem todos os gatos são candidatos
A nova opção não é indicada para todos os animais com diabetes. O Bexacat™ é destinado a gatos recém-diagnosticados, clinicamente estáveis e que ainda não tenham recebido insulina. A indicação deve ser feita pelo médico-veterinário, de acordo com as condições de cada paciente.
“A obesidade, a redução da atividade física e o envelhecimento são fatores que favorecem o desenvolvimento da diabetes. Por isso, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para oferecer mais qualidade de vida e aumentar a longevidade dos animais”, afirma Tatiana Pavan.
O acompanhamento veterinário continua essencial para avaliar a resposta ao tratamento e identificar possíveis complicações.
A chegada do Bexacat™ amplia as opções disponíveis para o tratamento da diabetes mellitus felina e oferece uma alternativa oral diária à insulina em casos que se enquadrem nos critérios de uso.

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