Rodrigo Branco na Disney - Reprodução de internet
Rodrigo Branco na DisneyReprodução de internet
Por O Dia
Enquanto muitos famosos se calam diante de tudo que vem sendo trazido a público do ex-diretor de TV Rodrigo Branco, o deputado estadual Bruno Dauaire apresentou na última quarta- feira, uma queixa-crime na Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ e outra na Subprocuradoria de Justiça de Assuntos Criminais e Direitos Humanos.
Nos pedidos, o deputado solicita que sejam tomadas as providências cabíveis no caso de injúrias raciais e argumenta: “diante deste cenário, observa-se claramente que Rodrigo Branco direcionou suas palavras não com o objetivo de atingir a repórter Maju Coutinho, mas, sim, a usou como exemplo de sua concepção racista e preconceituosa, menosprezando ambas as mulheres simplesmente por serem negras. Suas declarações fomentam o ódio e o preconceito, num total descompasso com toda luta histórica que as pessoas decentes deste país vêm travando na busca pela igualdade e respeito entre as pessoas”.
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Segundo Dauaire, Rodrigo cometeu crime de racismo, tratado pelo direito penal brasileiro como crime de ação pública e incondicionado tipificada na lei número 7.716, de 5 de janeiro de 1989. “Tomei conhecimento através da reportagem do jornal O DIA e fiquei assustado com o que esse cidadão falou e mais ainda por não ter visto reação imediata de diversos segmentos. Depois, vi o vídeo que ele fez para tentar justificar e concluí que o Rodrigo é mais racista do que ele próprio imagina”, disse ele à coluna.
O parlamentar explicou que o fato de Rodrigo morar fora do Brasil não impede a ação: “Mesmo que tenha sido um crime praticado no exterior, ele responde pela lei brasileira. Se condenado, pode até ser deportado”.
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Vale lembrar que, após o episódio de injúria racial, o ex-diretor da Band teve novo vídeo divulgado, em que aparece usando os termos ‘autista’ e ‘retardada’ como xingamentos a Bella Falconi.