Impressora 3DImagem Beija Flor
Décadas depois, o mundo e, por consequência, o Carnaval, atravessa uma nova fase de transformação, na qual a ostentação cede espaço à responsabilidade socioambiental. Curiosamente, a mesma Beija-Flor que já foi acusada de sacrificar a espontaneidade em nome do excesso visual agora recorre à tecnologia como aliada para reduzir seu impacto ambiental.
Embora ainda haja um longo caminho a percorrer, a escola de Nilópolis implementou em seu barracão uma das maiores impressoras 3D voltadas à produção de alegorias e fantasias. A tecnologia permite maior precisão na execução das peças, além de agilidade no processo de criação e redução significativa de custos. Um dos principais ganhos, no entanto, está na diminuição do desperdício de material, consequência direta da exatidão do corte e do planejamento digital.
Outro avanço relevante está na lógica da reciclagem. Além da possibilidade de reaproveitar sobras em peças menores, os materiais utilizados podem ser triturados e reconvertidos em matéria-prima bruta, retornando ao ciclo produtivo para novas esculturas, adereços e figurinos.
Mais do que um investimento com retorno econômico a médio prazo, a iniciativa representa um passo concreto em direção a práticas mais sustentáveis dentro da indústria carnavalesca. Ainda que o setor como um todo tenha muito a avançar em termos de responsabilidade ambiental, a experiência da Beija-Flor demonstra que inovação e tradição não apenas podem coexistir, como também apontar novos caminhos para um Carnaval mais consciente.
Mestre em Projetos Socioambientais, em Bens Culturais e Designer Educacional
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