Renata Bento é psicanalistaDivulgação

Após a separação, percebi que meu filho de 10 anos está se tornando muito retraído e apresentando dificuldade de socialização. Estou pensando em limitar o contato com o pai em algumas situações para proteger seu bem-estar emocional. Posso solicitar judicialmente ajustes na guarda considerando esses aspectos psicológicos?
Emanuele Oliveira, Niterói.


Segundo a psicanalista e perita em Vara de Família Renata Bento, sempre existe a possibilidade de intervenção judicial, mas é essencial avaliar se essa é realmente a melhor solução, tendo como foco o interesse da criança. “A separação dos pais pode ser mais ou menos mobilizadora para uma criança. Isso depende de vários aspectos, como a forma como a separação foi conduzida e explicada pelos pais, além dos recursos psíquicos que ela possui”, destaca.
A especialista recomenda buscar acompanhamento psicológico para compreender as dificuldades atuais. “Muitas vezes não será necessária uma intervenção judicial, e sim a compreensão da criança nessa nova dinâmica familiar. Ajustes podem ser feitos por meio da escuta da criança e orientação à família, para que ela se desenvolva emocionalmente de forma saudável”, explica.
No entanto, caso existam elementos consistentes indicando que a forma atual de convívio prejudica a criança, é possível solicitar a revisão das condições da guarda.
O juiz da Vara de Família decide sempre com base no princípio do melhor interesse da criança, considerando não apenas os direitos dos pais, mas também o impacto emocional e psicológico no menor, salienta o advogado Átila Nunes do serviço www.reclamar adianta com br. O atendimento é gratuito pelo e-mail jurídico@reclamaradianta.com.br ou pelo WhatsApp (21) 993289328.