Passei por um divórcio conflituoso, minha saúde emocional foi afetada e isso refletiu na relação com meus filhos. De que forma o acompanhamento psicológico pode influenciar medidas como guarda, mediação familiar ou revisão de acordos?
Joice Lopes, São João de Meriti.
A psicanalista e perita em Vara de Família, Renata Bento, destaca que o divórcio está entre as crises mais significativas da vida adulta. Segundo ela, o acompanhamento psicológico exerce um papel fundamental quando o rompimento afeta as relações familiares. “A psicoterapia oferece um espaço seguro para a elaboração do luto e para a compreensão dos sentimentos despertados ao longo do processo. Contribui para a autorregulação emocional, melhora da comunicação e fortalecimento do vínculo com os filhos”, explica.
No âmbito jurídico, Renata ressalta que o acompanhamento psicológico pode ser um elemento relevante em questões como guarda, mediação familiar ou revisão de acordos. “Esse suporte favorece um maior comprometimento com o bem-estar das crianças, além de auxiliar na construção de práticas parentais mais saudáveis e na gestão dos conflitos”, afirma.
Em tempos em que o Judiciário tem buscado soluções mais humanizadas e centradas no interesse dos filhos, o cuidado com a saúde emocional dos pais deixa de ser apenas uma questão individual e passa a integrar, de forma cada vez mais clara, o debate sobre responsabilidade parental e convivência familiar equilibrada, salienta o advogado Átila Nunes do serviço www.reclamar adianta com br. O atendimento é gratuito pelo e-mail jurídico@reclamaradianta.com.br ou pelo WhatsApp (21) 993289328.
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