Em 'O Rebu', Marcos Palmeira e Dira Paes são parceiros na cama e na profissão

Na trama, Rosa (Dira Paes) e Pedroso (Marcos Palmeira) tentam solucionar o mistério do assassinato de ‘O Rebu’

Por karilayn.areias

Rio - Rio - Há espaço para romance em meio à investigação de um assassinato? Acertou quem disse ‘sim’. Em ‘O Rebu’, que estreia amanhã depois de ‘Em Família’, a inspetora Rosa (Dira Paes) e o delegado Pedroso (Marcos Palmeira), que viveram um relacionamento tórrido no passado, se esforçam para disfarçar a atração que sentem um pelo outro quando se unem para desvendar quem matou o personagem que é encontrado morto durante a festa que acontece na mansão de Angela Mahler (Patrícia Pillar), a protagonista da história.

“O caso do Pedroso e da Rosa é antigo, eles não vivem mais essa relação, mas sai faísca quando os dois se encontram. Eles têm um negócio que dá liga. A Dira é uma grande amiga e excelente atriz. Temos uma cumplicidade que ajuda muito em cena. O respeito de um pelo outro nos deixa muito à vontade”, diz Palmeira.

Pedroso (Marcos Palmeira) e Rosa (Dira Paes) tentam solucionar o mistério do assassinato de ‘O Rebu’Divulgação

A química perfeita destoa da mal resolvida relação dos policiais. “Esse passado recente ainda mexe muito com a Rosa. Ela está vivendo os 40 anos de uma maneira solitária. Ela tem a solidão de quem não teve filhos, de quem não casou, de quem vive a sua vida sozinha, que só tem a si mesma”, comenta Dira.

Ao contrário da inspetora, o delegado tem um casamento no currículo. “O Pedroso tem uma ex-mulher, com quem teve dois filhos, que está presente o tempo inteiro na vida dele”, conta o ator.

Há um inegável descompasso no que diz respeito à vida pessoal da dupla, mas o ritmo é absolutamente afinado no trabalho. O caso do passado não prejudica nem por um segundo as investigações do crime que movimenta os 36 capítulos de ‘O Rebu’.

“Eles são policiais exemplares. No trabalho, a Rosa é seca, objetiva. Na intimidade, é claro que eles misturam um pouco o lado pessoal e o profissional. É normal. Mas a verdade é que os dois combinam, se completam”, afirma a intérprete da inspetora que tem um certo sex appeal. “Há sensualidade na postura masculina da Rosa”, assegura. Mas nada comparado às antigas personagens de Dira, como a Celeste de ‘Amores Roubados’ e a Norminha, de ‘Caminho das Índias’. “Depois da Celeste (personagem sensual que fez cenas de sexo com Cauã Reymond), as mulheres me elogiam e dizem: ‘Você me representa!’”

Além do desejo à flor da pele, o delegado e a inspetora têm em comum a paixão pelo trabalho, a vocação para fazer justiça. “O Pedroso é um delegado incorruptível, super-honesto, que é chamado para desvendar esse crime em 24 horas. Ele é um cara muito estressado, que chega nessa festa e tem de lidar com 99% de pessoas suspeitas”, adianta Palmeira.

Diante da difícil missão que cai em suas mãos, o delegado convoca Rosa para ajudá-lo. “A mulher tem uma capacidade investigativa muito grande. Quando uma mulher quer descobrir uma coisa, ela descobre. A Rosa é uma policial sagaz, perspicaz, moderna, que usa muito as redes sociais nas suas investigações. A profissão é a vida dela.”

Para convencer na pele de uma competente agente da lei, Dira acompanhou de perto o dia a dia dos policiais civis. “Eu sempre quis ser policial, desde pequena. Aprendi a manejar arma de fogo, conheci as posições de ataque e defesa, vivi as várias fases de uma operação, de uma investigação. Me envolvi demais com todo esse processo de preparação”, frisa.

Segurar um revólver, ao contrário do que se pode imaginar, não mexe negativamente com o emocional da atriz. “O que me deixa mal é a violência no Brasil. Mas fico feliz de estar representando os policiais honestos desse país”, vibra.

Se Dira precisou fazer uma longa preparação para dar vida à investigadora Rosa, não foi o caso de seu companheiro de cena. Essa não é a primeira vez que Marcos ocupa o cargo de delegado na ficção. “Já fiz vários policiais na minha carreira. A minha composição está sendo bem em cima do que o texto está me dando e da minha experiência anterior com a polícia civil”, brinca o ator, para, em seguida, falar sério. “Tive uma reunião com um delegado do Core (Coordenadoria de Recursos Especiais), a gente conversou bastante e, na verdade, a minha função é desglamourizar a profissão. O Pedroso não é um policial americano, ele é da polícia do Brasil. É um policial que erra, que arrisca”, adianta.

Com 50 anos, Palmeira assistiu à versão original de ‘O Rebu’, mas tem poucas recordações da trama de Bráulio Pedroso, que, diga-se de passagem, foi homenageado ao dar nome ao delegado. “Eu tinha 11 anos na primeira versão. Lembro do Ziembinski (que fazia Conrad, o protagonista), da coisa do morto na piscina, de algumas situações da festa e da Bete Mendes, linda!”, recorda. E, mesmo sem ter como puxar da memória cenas do delegado vivido por Edson França em 1974, o ator não foi procurar imagens que pudessem lhe dar referências do passado. “Não quis assistir nada da primeira versão, a gente está focado nesse texto. Ninguém foi procurar nada lá atrás, até porque é uma coisa muito datada daquela época”, completa Palmeira. Dira, por sua vez, nem poderia buscar referências na obra de 1974, afinal, a investigadora Rosa não existia no passado: foi criada pelos autores George Moura e Sergio Goldenberg, que assinam o remake de ‘O Rebu’, especialmente para ela. “É uma honra”, comemora a atriz.

Apesar da missão que têm de desvendar o mistério de ‘quem matou?’, os atores não fazem a menor ideia de quem seja o assassino da trama que, há 40 anos, foi um fenômeno de audiência. “Nós também estamos curiosos, já falamos em fazer um bolão. E o barato é a gente realmente não querer saber e, se a gente souber, a gente não vai falar. A graça é essa, né? Eu e Dira não somos os assassinos, nós chegamos depois da festa. Mas todos que estavam na mansão são suspeitos. O Pedroso e a Rosa desconfiam de todo mundo, inclusive da Angela, que é uma forte suspeita.” “As primeiras cenas de interrogatório foram muito estimulantes, porque a Rosa e o Pedroso acabam tendo a função de apresentar os personagens para o público. Através da investigação, as pessoas vão se revelando”, acrescenta Dira.

Quem é quem nesse suspense

1. ANGELA MAHLER (Patricia Pillar) é uma das empresárias mais ricas do país e abre as portas de sua mansão para uma grande festa, onde rolam álcool, sexo, traições e um assassinato. Linda e independente, é sinônimo de poder e dinheiro. Ela sempre participou dos negócios da família, mas assume o controle da empresa somente após a morte de seu marido e dos filhos gêmeos em um acidente de helicóptero. Mesmo fragilizada, a empresária promove várias mudanças na empresa. Para isso, conta com o apoio de sua protegida, Duda (Sophie Charlotte), e da advogada Gilda (Cássia Kis Magro).

2. MARIA ANGÉLICA (Camila Morgado) faz a linha femme fatale. É fútil e só quer saber de se divertir. Se envolve com Alain (Jesuíta Barbosa) na festa.

3. BRUNO FERRAZ (Daniel de Oliveira) é um alpinista social, profissional de TI (tecnologia da informação) que trabalha para Angela (Patricia Pillar). A mando dela, prepara um dossiê que revela todas as fraudes de Carlos Braga (Tony Ramos), por isso ele vira alvo do empresário. É apaixonado por Duda (Sophie Charlotte), mas, ao mesmo tempo, mantém um caso com Gilda (Cássia Kis Magro). Ele só não imaginava o quanto a advogada iria se deixar envolver por esse relacionamento. E essa nova situação é perfeita para Angela, que vê aí uma maneira de afastar Duda de Bruno. Mas ele não vai desistir de seu amor tão fácil assim.

4. DUDA (Sophie Charlotte) é filha da governanta da casa, que morreu no acidente de helicóptero. Foi criada na mansão como filha de Angela (Patricia Pillar), que sente por ela um amor possessivo. Trabalha na Mahler Engenharia, onde conhece Bruno (Daniel de Oliveira) e se apaixona.

5. VIC GARCEZ (Vera Holtz) é uma viúva rica, mãe de Maria Angélica (Camila Morgado). Ciumenta, é namorada de Kiko (Pablo Sanábio). O casal vive brigando, mas, durante a festa, ele pretende convencer Vic a se tornar sócia dele na compra suspeita de uma concessionária de carros. Bruno (Daniel de Oliveira) é o primeiro a desconfiar desses planos, deixando Kiko nervoso.

6. GILDA REZENDE (Cássia Kis Magro), diretora jurídica da Mahler Engenharia, é a principal parceira de Angela (Patricia Pillar). Casada com o também advogado Bernardo (José de Abreu), se envolverá num relacionamento Bruno (Daniel de Oliveira).

7. CARLOS BRAGA VIDIGAL (Tony Ramos) é um empresário renomado no mercado, dono da Braga Engenharia e parceiro de Angela (Patricia Pillar) em alguns negócios. Casado com Lídia (Bel Kowarick), tem reputação de homem sério e honesto. Apesar de sócios nos negócios, ele e Angela têm graves divergências pessoais e profissionais.

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