Projeto que exibe filmes em comunidades assina coprodução de longa internacional

Cinemão ganha fama fora do país e parceiros gringos

Por daniela.lima

Rio - Das favelas cariocas para o mundo, o Cinemão assina sua primeira coprodução internacional. O projeto, batizado assim para fazer alusão aos Caveirões e que se autoproclama um ‘veículo de ocupação tática da cultura’, embarcou no clima da Copa e está na reta final do longa-metragem sobre futebol, ‘Eleven’.

Na Favela do Arará%3A Renato e Renatinho%2C pai e filho amantes da bolaDivulgação


Com um carro aparelhado para exibição de filmes, o Cinemão vem estimulando a sétima arte nas comunidades do Rio. A iniciativa ganhou fama até na Inglaterra. Foi de lá que partiu o convite para o idealizador Cid César Augusto dirigir a parte de ‘Eleven’ rodada no Brasil.

Com histórias de vida ligadas pelo futebol, onze meninos de 11 anos e diferentes países protagonizam o filme. Por aqui, o nosso craque atende pelo nome de Renatinho e vive na Favela do Arará, na Zona Norte do Rio. “Ele sempre foi de jogar pelada, fez vários testes e acabou sendo selecionado para o Fluminense”, conta Cid.

A história de Renatinho chamou ainda mais a atenção do diretor depois que conheceu o pai dele. “O Seu Renato sonhava ser jogador de futebol, mas começou a perder a visão ainda jovem. Hoje só tem 15% dela”, diz. “Agora, ele é o treinador do time da Favela do Arará e quem organiza um campeonato batizado de Copinha”, emenda Cid, referindo-se à competição em que os meninos do entorno se organizam em times com nomes de diferentes países.

Para o filme, Renatinho teve a vida acompanhada além do campo de futebol. “Seguimos a rotina desse menino na escola e a relação dele com a família”, destaca o diretor. Aliás, a família do jogador mirim foi uma das coisas que mais o encantou. “Ele é a esperança da família, que se sacrifica para mantê-lo em uma escola boa e se reveza para buscá-lo no colégio”.

Na reta final das filmagens, a previsão de Cid é que ‘Eleven’ esteja pronto até o final do ano. O projeto não tem fins lucrativos e o plano é que Renatinho e os outros 10 protagonistas, oriundos do Egito, Japão, Grécia, entre outros países, se encontrem no Reino Unido, onde vão conhecer jogadores profissionais

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