Por clarissa.sardenberg

Talvez você não conheça o nome Carmen Monarcha, mas, para quem acompanha música clássica, ela é tão popular quanto Anitta. A cantora lírica, única brasileira a integrar a orquestra do maestro holandês André Rieu, é dona de uma voz potente e marcante, que os cariocas poderão conferir nesta quarta-feira no Theatro Municipal, onde ela se apresenta no concerto ‘Gols Pela Vida’. O evento beneficente, regido pelo maestro Norton Morozowicz, reverterá seus lucros para o hospital infantil Pequeno Príncipe e tem ingressos entre R$ 25 e R$ 300.

“O Norton já tinha me convidado algumas vezes, mas nunca conseguia por conta da agenda com o André Rieu. Desta vez, fiquei encantada com o projeto, por ser beneficente e por eu conhecer o trabalho lindo que o Hospital Pequeno Príncipe faz com as crianças. É uma honra poder fazer parte disso. Estou muito feliz”, conta.

Carmen Monarcha posa na Lapa e avisa que vai lançar CD e DVDMaíra Coelho / Agência O Dia

Além do concerto, a cantora também acaba de lançar seu primeiro CD e DVD solo. “O DVD é uma jornada pessoal, com escolhas muito particulares, baseadas nas histórias contadas nas letras, sempre com personagens femininos. Tem Chico Buarque, Charles Chaplin e até Shakira. Coisas que eu sempre escutava.

Daí, pensei: se esse repertório é tão importante pra mim, eu vou trazer isso pro universo que eu conheço, que é o clássico”, diz ela, que conta com nove músicos para os seus shows.

Para manter a voz marcante, a palavra é uma só: disciplina. Carmen, que faz o estilo diva e retoca o pó para posar para a foto, leva uma vida regrada. “A maioria dos cantores eruditos tem refluxo, por conta do esforço que fazemos no diafragma. Não posso comer metade das coisas que todo mundo come. Coisas ácidas, cafeína, álcool, cigarro, para mim são proibidos. Antes de tomar um vinho, que eu amo, penso cinco vezes, na sexta, desisto”, brinca ela. “Também mantenho uma rotina de exercícios aeróbicos para manter a respiração, faço musculação e exercícios de voz”, enumera.

E como é trabalhar com um dos maestros mais famosos do mundo? “As palavras-chave dele são profissionalismo e irreverência. Ele é o cara mais louco que já conheci na vida, muito irreverente. Não dá chance para erros. Confere todos os detalhes de tudo, fala até do esmalte que quer que seja usado!”, entrega.

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