Rio - Reza a lenda que é mais fácil encontrar uma mina de diamantes do que entender cabeça de mulher. Será? Na vida e na arte, Bruno Gissoni, Daniel Rocha e Hugo Bonemer encaram esse desafio. Sem pudor, a visão masculina dos relacionamentos é apresentada no palco pelos jovens galãs, que estão em cartaz no Teatro dos Grandes Atores com a peça ‘A História dos Amantes’. E o mesmo acontece fora dele. Em conversa com O DIA, o trio também abriu o coração sobre o que pensa e espera das mulheres. Houve espaço até para fazer cair por terra a tese de que eles são insensíveis. “Nós homens também sofremos com romances malsucedidos”, diz Gissoni, que namora a atriz Yanna Lavigne e está no elenco da ‘Dança dos Famosos’.
E os três jovens galãs, assediados pelo público feminino, atestam que o machismo está fora de moda. Daniel acha que já foi o tempo em que os homens não investiam no sucesso de um relacionamento e se sentiam superiores às mulheres. “Assim como elas, queremos que a relação dê certo, queremos cumplicidade e compreensão. Não sei por que elas gostam tanto de complicar as coisas. Os homens são mais objetivos. Ainda existe homem machista por aí, mas, felizmente, já se evoluiu muito nesse sentido”, acredita o ator que está solteiro e faz o João Lucas da novela ‘Império’. Apesar dessa propagada disposição para levar harmonia aos relacionamentos, a tal da TPM (Tensão Pré-Menstrual) continua uma pedra no sapato. “Compreender os surtos que as mulheres têm todo mês é um desafio”, confidencia Rocha.
Talvez uma solução para vencer a famosa (e mensal) crise feminina esteja em uma atitude quase infalível. “Eu acho que o romantismo é a cereja do bolo em uma relação”, diz Bonemer, que fez o Martin na temporada passada de ‘Malhação’. Já o caminho apontado por Daniel para estar sempre em paz com as mulheres é outro. “O homem erra quando não fala o que realmente está sentindo”, acredita. Para Bruno, a solução é ainda mais simples. “Basta compreendê-las”.
Definitivamente, o homem moderno mudou, mas, vamos combinar, eles não são perfeitos, nem santos. Tanto é que Hugo admite que os homens pegam no pé das mulheres. “A visão masculina demoniza um pouco as mulheres, claro (risos). Na brincadeira, fazemos na peça uma caricatura, falamos que elas são loucas e malvadas”, conta o sobrinho do apresentador do ‘Jornal Nacional’, William Bonner. O tempo passa, mas a verdade é que chamar mulher de louca é um clássico que atravessa gerações. “Julgar a sanidade do outro é um artifício barato, mas trivial, que todo mundo já usou um dia”, analisa Bonemer.
Afinal, entender o universo feminino é uma missão quase impossível? Daniel acha que sim! “Às vezes, elas falam como se a gente soubesse o que pensam. Acho que poderiam ser mais claras, fazer menos rodeios. É muito difícil entender cabeça de mulher”, critica. O tema é mesmo complexo. “O problema é que os casais se perdem nos pormenores, como um atraso, uma palavra mal colocada”, analisa Bonemer. Esse tipo de desentendimento que gera a briga de casal é o que incomoda Gissoni. “Insegurança é uma coisa que ninguém merece”, afirma. Mas nessa guerra dos sexos, a balança pesa a favor delas. “Bom humor, simplicidade e charme fazem com que uma mulher seja irresistível”, suspira Gissoni.






