Nila Branco de volta com o CD 'Azul Anil'

A cantora de 'Diversão' prossegue em tom leve e acústico, em disco que, variando a sonoridade, tem até um rap

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Nila Branco ao lado (E) e na capa do disco (acima): compositores de vários lugares do Brasil -

Nila Branco ficou mais conhecida do público quando, em 2002, sua música 'Diversão' entrou na trilha da novela 'Desejos de Mulher', da Rede Globo. A cantora mineira, que iniciou carreira em Goiânia, passou por gravadoras como Abril Music e EMI, e surgiu para o mercado num período turbulento para as grandes gravadoras. Em 'Azul Anil', seu oitavo CD, prossegue em trilha independente.

"Acho que, dessa época, sinto falta só da comodidade. Dá saudade ter departamento de marketing, divulgação. Mas estou buscando meu caminho sem ficar me olhando pelo retrovisor", explica Nila. "Eu já tinha um histórico de trabalhar com música independente antes do 'Diversão', tinha lançado trabalhos independentes. Depois fazia clipe, lançava, fazia shows em São Paulo, Rio, Brasília. Deve ter muito artista ainda meio perdido nessa mudança das gravadoras, em que elas perderam peso".

RAP

'Diversão', o primeiro hit, era voltada para o rock. Nila não se sente à vontade de ser rotulada como "roqueira" e diz buscar outros estilos para seu som. Nos últimos discos, vem buscando um caminho mais acústico, que tangencia a MPB e o pop. É a receita também de 'Azul Anil', o novo disco, em que entra até uma música que é "meio que um rap", 'Cuidado', de Maura Matiuzzi.

"A autora quando me ofereceu a música, disse: 'Não é muito do seu estilo, mas eu gosto muito do seu som. Quem sabe você não consegue fazer alguma coisa aí?'", diz. Uma das músicas mais críticas do disco (um dos versos: "Gente que não quer ir pra frente/arruma um jeitinho de arrastar mais meia dúzia"), ela ficou guardada por cinco anos. "Optei por gravar, até pela situação do país. Ela fala de amor, de cotidiano, de coisas do dia a dia", conta, deixando claro que o normal em seu repertório é baixar o tom. "Tá uma época nada romântica. Opto por tentar ser um pouco mais leve. As pessoas estão cansadas de notícias negativas, tudo parece um fio desencapado".

BRASIL NO DISCO

Nila aparece como coautora apenas em uma faixa, 'Com Açúcar, Sem Engano', ao lado de Marcelo Dinelza. O repertório de 'Azul Anil' é formado em sua maioria por canções de outros compositores, de diferentes lugares do Brasil: Bahia, Tocantins, São Paulo, Goiás, Minas Gerais. Ela diz que não foi um conceito.

"Sempre recebo músicas de compositores que ninguém ainda gravou. Se a música tem a ver comigo, ela pode entrar no disco", afirma ela, que seguiu o clima de leveza tido por ela como balizador do disco em músicas como 'Quadro Vivo' (Karine Bizinoto e Samuel Fujimoto), 'Poderíamos Juntos' (Marcelo Dalla e Eric Santos), 'Tudo de Amor Que Há Em Mim' (Marcelo Dinelza).

"Mas tive uma preocupação muito grande do repertório, mesmo não sendo autoral, ficar com uma unidade, não ser uma colcha de retalhos", afirma Nila. "Fui trazendo as canções para um universo que eu sempre explorei, entre o pop e a MPB".

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