Os estilistas Leonardo Leonel e Leandro dos Santos produzem as roupas de sete agremiações que desfilam na SapucaíDivulgação / Diego Mendes

Rio - Eles trabalham pelo menos 15 horas por dia para colocar na Sapucaí as luxuosas roupas dos casais de mestres-salas e porta-bandeiras da Imperatriz Leopoldinense, Paraíso do Tuiuti e Grande Rio (atual campeã do Grupo Especial) e, ainda, Império da Tijuca, União da Ilha, Unidos de Padre Miguel e Inocentes de Belford Roxo, escolas da Série Ouro do carnaval carioca.

Formados em um projeto social da Escola de Samba Mirim Herdeiros da Vila, realizado em 1999, Leonardo Leonel, de 38 anos, e Leandro dos Santos, de 39, mais conhecidos como Leo e Pedrão, estão completando 20 anos de Avenida à frente do Ateliê Aquarela Carioca, especializado na confecção de fantasias dos casais de mestres-salas e porta-bandeiras, além de rainhas de bateria e musas das agremiações.


Eles transformam as criações dos carnavalescos em roupas que, apesar de beirarem os 50 quilos, permitem ao casal a mais alta performance diante dos jurados.


Desafios da pandemia
A dupla de artistas vive um momento diferente após o auge da pandemia de covid-19. A escassez de materiais, que vai das luxuosas penas de faisão e plumas a um simples brim, aliada às dificuldades financeiras das agremiações, impuseram limites e desafios que Leo e Pedrão ainda não conheciam nessas duas décadas de atuação. O resultado foi um cronograma de trabalho mais apertado, mais pesquisa e descoberta de fornecedores nacionais para pedrarias, penas e tecidos.

Histórias para contar
Pioneiros em muitos lançamentos na Sapucaí, Leo e Pedrão foram os primeiros a confeccionar, em 2009, uma roupa totalmente dourada, incluindo o tingimento das caríssimas penas de faisão - técnica que até então não era cogitada no mercado de roupas de luxo. A primeira roupa de led que passou pela Avenida, em 2011, com o casal da União da Ilha, é outro marco da dupla.