Vila Isabel levará para a Sapucaí instrumentos da época de Heitor dos Prazeres, homenageado no enredoDivulgação
A iniciativa de usar estes instrumentos nasceu a partir das pesquisas realizadas pelo mestre de bateria Macaco Branco e sua assistente, Thalita Santos, durante o processo de imersão no universo do multiartista. A proposta não será apresentada como número especial, mas incorporada à formação tradicional da bateria.
Thalita diz que a ideia surgiu após visitar uma exposição dedicada à trajetória de Heitor dos Prazeres. “Quando o enredo foi lançado, veio imediatamente à minha cabeça a imagem daquela exposição, especialmente o tamborim quadrado. Em vários quadros do Heitor aparecem sambistas com ele nas mãos. Aquilo ficou muito forte para mim”, afirma.
A partir daí, a dupla iniciou a busca por quem pudesse produzir os instrumentos com fidelidade histórica. O responsável foi o luthier Samuel, de Minas Gerais, especializado na confecção artesanal de instrumentos tradicionais.
"Ele já produz pandeiros sem tirante, aquela peça de metal que prende e afina a pele. Antigamente não existia isso. A afinação era feita no fogo, porque a pele era de couro. Os ritmistas, inclusive, levavam papel de jornal no bolso para aquecer o couro e evitar que o instrumento desafinasse durante o desfile. Era algo muito raiz”, completou a assistente de bateria.



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