Para Deolane Bezerra, a história envolvendo a morte do músico MC Kevin ainda carece de detalhesReprodução Internet

Deolane Bezerra, viúva de MC Kevin, falou sobre a morte do cantor em uma entrevista ao podcast Papagaio Falante, com Sérgio Mallandro. No papo, a advogada deu sua opinião sobre o que aconteceu no dia de sua morte, ao cair da varanda de um hotel, na Zona Oeste do Rio.
 
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"A verdade é que ele foi lá dar uma afogada no ganso. Ele estava bem louco. Bebeu, constou [no laudo] que ele usou droga sintética. Ele não estava em si. O que aconteceu lá, eu não sei, não tenho noção... Só sei que tem três pessoas mentindo. É tudo contraditório. Até o que falaram nos depoimentos e na mídia. Eles se desmentem! (...) Para ser um acidente, não tem que ter maldade. Prefiro ir na linhagem do crime. Um acidente através de uma brincadeira de mau gosto já é maldade. Uma brincadeira sadia, é diferente. Não é brincadeira você estar em um quarto com uma garota de progama e falar 'Sua mulher chegou aí' para alguém que está transtornado. Isso não existe. É uma brincadeira que não se cogita", afirmou Deolane.
"Eu, como ser humano, [acho que foi] uma brincadeira de mau gosto. Eu como advogada, [acho que] foi homicídio com dola eventual, quando você assume um risco. Quando você pratica algo assumindo o risco. (...) Não sei se era brincadeira, se era para tirar ele do quarto e ficar sozinho com a menina. É um absurdo o menino falar que contou para o Kevin [que eu estaria lá] e ele não ir embora. Se eu batesse lá, o Kevin ia abrir a porta e falar: 'Está chapando? Vim só buscar uma seda'. Ele sabia como me manobrar (...). Uma hora a verdade aparece", completou.
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"Falaram que ele tinha amortecido a queda em uma pessoa. O pessoal da ambulância tinha falado que [só] tinha uma fratura na mandíbula e na clavícula. (...) A minha dor foi a última que pensei. Vejo depoimentos que até hoje de gente que não acredita. Até hoje eu não tive tempo de sentir essa dor. Não sei se um dia eu desabo completamente. Eu abracei o mundo, a vida de blogueira, meus processos, meus amigos. Talvez para camuflar a minha dor. Ninguém me deixa sozinha".