Entenda por que o bronzeado "dourado" pode ser um sinal de alerta para a peleReprodução/Internet

Olá, meninas!
Quando o assunto é sol, amiga, não tem jeito: protetor solar é aquele item que deveria fazer parte da nossa rotina todos os dias, sem exceção. Pode estar nublado, chovendo ou aquele dia de verão escaldante… proteção sempre! E com a estação mais quente do ano se aproximando, vale redobrar os cuidados, afinal, ninguém quer acelerar o envelhecimento da pele ou aumentar os riscos desnecessários para a saúde.

O dermatologista Dr. Felipe Chediek, de Balneário Camboriú (SC), explica que tomar sol diariamente não faz mal, muito pelo contrário. Segundo ele, quando feito com equilíbrio, o sol pode trazer benefícios importantes, já que é a principal forma de o nosso corpo produzir vitamina D, que tem papel direto no nosso humor, na saúde dos ossos, dos músculos e até no sistema imunológico. Mas ele faz questão de lembrar que exposição direta e prolongada pode sim trazer prejuízos, como aumento de rugas, envelhecimento precoce e até risco de câncer de pele. Ou seja, nada de abusar!

Outro detalhe que muita gente esquece é que até nos dias nublados a pele pode queimar. O Dr. Franklin Veríssimo, especialista em Laser e Cosmiatria pelo Hospital Albert Einstein, alerta que os raios solares atravessam as nuvens e chegam até nós, mesmo que com menor intensidade. Ele também comenta que o nível de radiação varia conforme a região e que hoje em dia é muito fácil pesquisar o índice UV antes de sair de casa. E aqui vai um ponto importante: o horário entre 10h e 15h é aquele em que a radiação está mais forte. É justamente nesse período que conseguimos produzir vitamina D, mas o médico explica que de 10 a 15 minutos já são suficientes — passou disso, o excesso pode começar a agredir a pele.

E por falar em mito, aquele bronzeado dourado que muita gente considera sinônimo de pele bonita pode, na verdade, ser sinal de dano. O Dr. Franklin explica que esse efeito pode esconder riscos como manchas, aumento da flacidez, envelhecimento precoce e até o surgimento de câncer de pele. Por isso, ele reforça que o ideal é evitar exposição prolongada entre 10h e 16h, especialmente sem nenhum tipo de proteção.

Na hora de sair ao sol, vale muito mais investir em cuidado do que em improviso. Além do protetor solar, usar chapéu, boné, óculos escuros, roupas com fator de proteção e beber bastante água faz toda a diferença. Mas atenção: como ressalta o Dr. Franklin, o filtro solar não é uma permissão para ficar horas se bronzeando. Ele é um aliado, desde que usado da maneira correta e respeitando horários e limites, principalmente em praias, piscinas ou atividades ao ar livre.

Sobre o fator de proteção, ele recomenda FPS 30 ou maior para adultos e, no caso de peles sensíveis ou crianças, FPS 50 no mínimo. Também comenta que costuma indicar protetores com cor para quem está tratando manchas ou passa muito tempo exposta à luz visível, já que esse tipo de filtro ajuda a proteger e ainda disfarça imperfeições. E não vale aplicar só quando chega na praia ou piscina, viu? O ideal é passar cerca de 20 minutos antes de se expor ao sol, para que a pele absorva o produto. A reaplicação deve ser feita a cada duas horas ou sempre que houver contato com água ou suor excessivo.

Depois de aproveitar o dia, não esquece de cuidar da pele também no pós-sol. O Dr. Felipe orienta hidratar logo após o banho, de preferência com a pele ainda levemente úmida. E nada de banho muito quente e demorado! Se a pele estiver sensível, evite produtos esfoliantes e, caso tenha exagerado na exposição e esteja avermelhada, vale investir em agentes calmantes, como água termal ou cremes específicos para queimadura.

No fim das contas, o segredo é aproveitar o sol com consciência e carinho por você mesma. Um bronze bonito passa, mas a saúde da pele fica — e merece ser cuidada todos os dias.
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