Larissa Manoela mostra como informação e cuidado transformam realidadesReprodução/Internet
E quando recebeu o diagnóstico, foi aquele baque. Como ela mesma contou para a youtuber Foquinha: "quando recebi o diagnóstico, achei que não ia poder engravidar, mas hoje, graças a Deus, a Medicina avançou muito e esse tema, inclusive, está sendo levado, porque muitas mulheres portam essa doença e não sabem. Então é uma questão também de educação pública, porque as pessoas precisam saber para também não invalidarem sua dor, porque dói muito".
Ela explicou também que faz acompanhamento certinho: "acompanho de seis em seis meses, é um compromisso fiel com minha saúde. A minha ideia é que eu possa fazer uma cirurgia para que eu limpe meus floquinhos de endometriose para que possa gerar sem um aborto espontâneo ou sem que a doença também cresça".
E sim, amiga, a endometriose é mesmo uma doença chata, crônica e progressiva — e o pior: sem cura. Ela causa dores fortes na região pélvica, dor durante o sexo, dificuldade pra urinar ou evacuar no período menstrual… e ainda é uma das grandes responsáveis pela infertilidade feminina. Por isso o diagnóstico precoce é ouro! Quanto antes descobrir e tratar, mais controle a mulher tem sobre a própria saúde.
Aqui no Brasil, estima-se que cerca de 8 milhões de mulheres convivam com a doença. E só entre 2023 e 2025, mais de 7 mil novos casos devem surgir. O Ministério da Saúde fala que uma em cada dez mulheres sofre com esses sintomas. Tudo isso porque o tecido que deveria ficar dentro do útero — o endométrio — começa a crescer fora dele. E esse tecido é o responsável, por exemplo, por permitir a implantação do embrião.
A Dra. Natalia Pimentel, especialista em Reprodução Assistida do GEARE PB, explica que mais de 30% dos casos acabam levando à infertilidade. Ela disse: “as alterações pélvicas causadas pela endometriose podem impedir a fertilização do óvulo pelo espermatozoide. Em outro momento, dificulta a implantação do óvulo que foi fertilizado, podendo danificar o revestimento do útero, o que torna mais difícil a implantação de um embrião saudável”.
A qualidade dos óvulos também pode ser afetada. Segundo a própria médica, “já temos muitas evidências científicas e está muito bem estabelecido na comunidade médica que esta condição também pode levar à formação de cistos ovarianos, que podem danificar o tecido ovariano e, consequentemente, diminuir a reserva ovariana”.
E não para por aí: até os tratamentos de infertilidade ficam mais desafiadores. A Dra. Alessandra Evangelista, da clínica VIDA, explica que nem toda mulher com endometriose é infértil — mas quando precisa recorrer a técnicas como FIV ou inseminação, pode ser necessário usar doses maiores de medicação. Ela reforça: “nem toda portadora tem infertilidade. Mas havendo a necessidade de tratamento de reprodução, as pacientes podem precisar de doses maiores de medicação para estimular os ovários”.
Tá, mas e o tratamento?
O combate à endometriose envolve três frentes: medicamentos, mudanças no estilo de vida e, quando necessário, cirurgia. E tudo sempre muito individualizado, porque cada corpo reage de um jeito, e cada estágio da doença pede um cuidado específico.
A Alessandra ainda destaca que, mesmo com tudo isso, muitas mulheres conseguem sim realizar o sonho da maternidade: “Com o tratamento para endometriose em dia, realizado de modo individualizado, muitas mulheres têm conseguido viver o sonho de ter seu bebê em casa, através de técnicas de reprodução assistida”.
E, pra quem sente muita dor e deseja engravidar, a cirurgia pode ser essencial — desde que tudo seja muito bem avaliado e considerando também a preservação da fertilidade, como o congelamento de óvulos. Sobre isso, ela comenta: “de qualquer forma, cada caso deve ser muito bem avaliado. Por isso, é necessário que a paciente procure um especialista em reprodução assistida para saber a respeito das possibilidades de tratamento disponíveis”.

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