Um lembrete carinhoso de que prevenção é liberdade e autocuidadoReprodução/Internet

Olá, meninas!
Sabe aquela época do ano em que a gente para pra falar, sem rodeios, sobre saúde íntima, cuidado real e informação que salva? Então, esse é o espírito do Dezembro Vermelho. A ideia é lembrar todo mundo que prevenir HIV, Aids e outras ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) é coisa séria, mas pode (e deve!) ser falada de um jeito acessível e sem tabu.

E mesmo com tanta evolução nos testes e nos tratamentos, as ISTs ainda dão um trabalhão no Brasil. E aí entra um ponto super importante que a ginecologista e obstetra Dra. Elis Nogueira sempre destaca: o nosso bom e velho consultório. Ela lembra que “o consultório ginecológico é, muitas vezes, o primeiro espaço onde a mulher recebe orientações claras sobre prevenção e tem acesso à testagem regular. Informação responsável, oferecida de forma acolhedora, é fundamental para a proteção da saúde”. É exatamente isso — acolhimento, conversa aberta e cuidado de verdade.

Quando a IST nem dá sinal… mas pode causar um estrago

O Ministério da Saúde vive alertando que muitas ISTs quase não dão sintomas — ou apresentam coisinhas tão leves que a gente nem percebe. E aí vai passando adiante sem saber, o diagnóstico atrasa e os riscos aumentam.

A própria Dra. Elis reforça que “essas infecções podem trazer consequências importantes, como dificuldade para engravidar, problemas durante a gestação — incluindo parto prematuro e perda gestacional — além do risco de que a infecção seja passada da mãe para o bebê. Algumas ISTs também podem levar a doenças crônicas, diferentes tipos de câncer ou até colocar a vida em risco”.

É muita coisa envolvida, né? HIV/Aids, hepatites B e C, clamídia, gonorreia, HPV, sífilis… tudo isso pode ser transmitido em relações sem camisinha (vaginal, anal e até oral!), por contato com secreções, objetos cortantes, transfusão contaminada e até durante a gestação, parto ou amamentação. Por isso que prevenção e pré-natal certinho são essenciais.

Prevenção combinada: o combo que funciona mesmo

Hoje, o papo é sobre prevenção combinada — um conjunto de estratégias que se complementam. Não é só camisinha, não é só exame… é tudo junto. Tem testagem regular, PrEP, PEP, tratamento adequado quando alguma IST é identificada e vacinação, especialmente contra hepatite B e HPV.

E a Dra. Elis explica isso direitinho: “A prevenção combinada permite diferentes caminhos de proteção, considerando o contexto e as necessidades de cada pessoa. A orientação individualizada é essencial para que essas medidas funcionem de verdade”.

Ou seja: não existe fórmula única. Existe o que faz sentido pra você.

Gravidez pede ainda mais atenção

Durante a gestação, então, o cuidado dobra. A médica lembra que “no acompanhamento da gestante, protocolos bem estabelecidos garantem maior segurança para a mãe e para o bebê”.

Testar HIV, sífilis e hepatites no pré-natal não é opcional — é essencial. E quando esse acompanhamento é feito direitinho, com tratamento adequado, o risco de passar a infecção para o bebê cai muito.

E tem mais: chega de estigma

O Dezembro Vermelho também é sobre quebrar preconceito. Muita gente deixa de buscar teste e tratamento por medo do julgamento — e isso é um problemão. Como a Dra. Elis diz, “o preconceito é uma barreira real, que impede muitas pessoas de procurar testagem, tratamento ou acompanhamento contínuo. Cuidar com acolhimento e sem julgamentos é essencial para promover saúde e proteção”.

E é isso. Informação boa, acolhimento, sem tabus e com muito cuidado. Porque saúde íntima é sobre liberdade, segurança e bem-estar — e todo mundo merece isso.
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