Especialistas em segurança digital explicam como os criminosos agem e dão dicas para evitar prejuízosReprodução/Shutterstock
Uma pesquisa divulgada pela CNDL e pelo SPC Brasil revelou que cerca de 19 milhões de brasileiros sofreram golpes financeiros ou tentativas de fraude nos últimos 12 meses. O levantamento aponta que metade dos entrevistados passou por alguma situação suspeita envolvendo instituições financeiras, aplicativos, compras online ou transferências de dinheiro.
E o mais assustador é que os criminosos estão cada vez mais criativos. Entre os golpes mais comuns aparecem os falsos anúncios em redes sociais, cobranças fake via Pix, boletos fraudulentos e até mensagens enviadas por perfis clonados de amigos e familiares. Tem também aquele clássico “compre agora” de um produto que simplesmente nunca chega.
Outro dado que chama atenção é que muita gente nem percebe que caiu em uma fraude logo de cara. Às vezes começa com um clique inocente em um link enviado por SMS ou WhatsApp e, quando a pessoa percebe, já teve dados vazados ou dinheiro transferido da conta.
Segundo especialistas em segurança digital, os golpistas costumam agir mexendo justamente com o emocional das vítimas: urgência, medo, promoção imperdível ou histórias que parecem vir de alguém conhecido. E, convenhamos, na correria do dia a dia, qualquer um pode acabar se distraindo.
Uma pesquisa recente da Global Anti-Scam Alliance mostrou ainda que 70% dos brasileiros afirmam já ter sido vítimas de algum golpe digital no último ano. O estudo também aponta que cada pessoa recebeu, em média, centenas de tentativas de fraude ao longo do período.
Para tentar escapar dessas armadilhas, alguns cuidados fazem diferença:
• desconfie de links recebidos por mensagem
• nunca faça Pix sem confirmar a identidade da pessoa
• evite salvar senhas no navegador
• ative autenticação em duas etapas nos aplicativos
• confira se o site realmente é oficial antes de comprar
E talvez a dica mais importante hoje seja: não agir no impulso. Golpistas contam justamente com isso.
O problema cresceu tanto que o governo federal sancionou recentemente uma lei que endurece punições para fraudes eletrônicas e uso de “contas laranja”, aquelas usadas para movimentar dinheiro roubado.
No fim das contas, segurança digital virou quase um autocuidado moderno. Porque atualmente não basta só trancar a porta de casa. Também é preciso proteger nossos dados, nossos aplicativos e, claro, o nosso dinheiro.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.