Projeto reduz em 10% parte dos incentivos e benefícios fiscais federaisAntônio Cruz / Agência Brasi
Aprovado na madrugada da última quarta-feira (17) pela Câmara dos Deputados e na noite do mesmo dia pelo Senado, o texto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No início da semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia dito que o projeto era importante para evitar um corte de cerca de R$ 20 bilhões no Orçamento de 2026.
A seguir, veja os principais pontos do projeto e como ele afeta empresas, setores e as contas públicas.
O que o projeto faz?
- Casas de apostas esportivas on-line (bets);
- Fintechs e outras instituições financeiras;
- Juros sobre capital próprio (JCP).
Quais tributos terão benefícios reduzidos?
- Programa de Integração Social (PIS) e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) e PIS/Pasep-Importação;
- Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Cofins-Importação;
- Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL);
- Imposto de Importação;
- Contribuição previdenciária patronal.
Quais regimes e setores podem ser afetados?
- Regime Especial da Indústria Química (Reiq);
- Créditos presumidos de IPI para empresas exportadoras;
- Créditos presumidos de PIS/Cofins para setores como farmacêutico, agropecuário, alimentos, transporte rodoviário de passageiros e exportações de café e cítricos;
- Alíquota zero de PIS/Cofins para importadores de fertilizantes, agrotóxicos e nafta petroquímica.
Quais são as exceções?
- Imunidades constitucionais (templos religiosos, partidos políticos, livros);
- Zona Franca de Manaus e áreas de livre comércio;
- Produtos da cesta básica nacional;
- Entidades filantrópicas sem fins lucrativos;
- Empresas do Simples Nacional;
- Programas como Minha Casa, Minha Vida e Prouni;
- Lei Aldir Blanc;
- Desoneração da folha de pagamentos;
- Incentivos para os setores de tecnologia da informação, comunicação e semicondutores.
O que muda para as bets?
13% em 2026;
14% em 2027;
15% em 2028.
Metade da arrecadação adicional será destinada à seguridade social e a outra metade a ações de saúde.
O texto também endurece a fiscalização e prevê responsabilização solidária de quem fizer publicidade ou mantiver operações com bets não autorizadas.
E para as fintechs?
Fintechs e sociedades de capitalização passam de 15% para 17,5% até 2027 e para 20% a partir de 2028;
Outras instituições financeiras, como bolsas e entidades de liquidação, terão alíquotas elevadas de 9% para 12% até 2027 e para 15% a partir de 2028.
Há novos limites para benefícios fiscais?
Segundo o governo, os benefícios tributários no Brasil podem chegar a R$ 800 bilhões por ano.
O projeto trata de crimes tributários?
O que são os “restos a pagar” revalidados?
Quando as mudanças entram em vigor?
No entanto, as alterações que envolvem aumento de tributos ou redução de benefícios precisam respeitar a noventena: prazo mínimo de 90 dias após a sanção presidencial para entrar em vigor.
*Com informações das Agências Câmara e Senado
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