Comerciantes do Rio estimam que as vendas de liquidação de verão devem Reginaldo Pimenta/ arquivo/ Agência O Dia

Rio - Os comerciantes do Rio de Janeiro estimam que as vendas de liquidação de verão devem crescer até 2% em relação ao mesmo período do ano passado. É o que aponta a pesquisa realizada pelo Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) e pelo Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio).
Um dos fatores para isso seria principalmente o comportamento dos preços do vestuário, que estão em uma sequência abaixo da inflação, que no ano passado ficou em 4,26%, enquanto os itens de vestuário subiram quase 5,0%.
Especificamente no Rio, o índice de preços atingiu 3,45% ficando abaixo da inflação geral. Já o setor de vestuário (5,28%) variou acima das médias local e nacional, induzido pela alta das roupas masculinas (6,14%), enquanto as femininas ficaram em 4,76%.
Os lojistas cariocas estão promovendo liquidações de verão que vão durar até o fim da temporada. São oportunidades para os consumidores comprarem produtos com descontos que podem ultrapassar 30% dependendo da estratégia do estabelecimento e do segmento da atividade.

A novidade, que está surpreendendo alguns comerciantes, é que os consumidores também estão buscando produtos que não estão em liquidação, como sandálias fechadas, tênis, blusas de manga, calças compridas e outros artigos, normalmente usados em temperaturas mais amenas.
"Assim, as liquidações constituem estratégia de negócios, pois dão fôlego para a renovação de estoques, podem recuperar eventuais perdas, aumentam margens do volume vendido e, dependendo do resultado, deixam os lojistas esperançosos enquanto o ciclo de juros não chega", disse o Aldo Gonçalves, presidente do CDLRio e do SindilojasRio.

"Esse processo deveria iniciar-se mais rápido, pois juros altos freiam o crescimento e o desenvolvimento. Essa situação preocupa o varejo, pois causa um cenário de perda de ritmo das vendas e dificuldades e elevação do endividamento das famílias, o que não é bom para ninguém. Nesse contexto as liquidações servem de combustível para o varejo", acrescentou.