Massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 370,3 bilhõesMarcelo Camargo / Agência Brasil
Em igual período de 2025, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 6,5%. No trimestre móvel até dezembro, a taxa de desocupação estava em 5,1%.
A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.652 no trimestre encerrado em janeiro. O resultado é o mais alto da série histórica, com aumento de 2,8% no trimestre e de 5,4% no ano.
A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 370,3 bilhões no trimestre encerrado em janeiro, alta de 7,3% ante igual período do ano passado.
A massa de salários em circulação na economia aumentou em R$ 25,108 bilhões no período de um ano, para R$ 370,3 bilhões, uma alta de 7,3% no trimestre encerrado em janeiro ante o trimestre terminado em janeiro de 2025.
Na comparação com o trimestre terminado em outubro, a massa de renda real subiu 2,9%, com R$ 10,527 bilhões a mais.
Ao mesmo tempo, a população ocupada alcançou o maior patamar da série histórica comparável, 102,671 milhões no trimestre encerrado em janeiro.
Na passagem do trimestre encerrado em outubro para o trimestre terminado em janeiro, a taxa de desemprego manteve-se em 5,4%.
Foram absorvidos mais 116 mil trabalhadores no período, e 59 mil pessoas deixaram o desemprego. A melhora teve ajuda também de um aumento na inatividade, 274 mil pessoas a mais nessa condição em um trimestre.
A população inativa somou 66,334 milhões de indivíduos no trimestre até janeiro. O nível da ocupação ficou em 58,7% no trimestre até janeiro, maior patamar para este período do ano.
A avaliação é de Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A menor taxa de informalidade da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) foi de 36,6%, registrada no trimestre até junho de 2020.
"Essa taxa mais baixa em 2020 é porque o trabalhador informal foi retirado do mercado de trabalho naquela época", frisou a pesquisadora.
Em um trimestre, 284 mil pessoas deixaram de atuar como trabalhadores informais. O total de vagas no mercado de trabalho como um todo no período aumentou em 116 mil postos de trabalho. Ou seja, o emprego cresceu via formalidade, enquanto o contingente informal diminuiu.
Em um trimestre, na informalidade, houve redução de 177 mil empregos sem carteira assinada no setor privado, de 75 mil empregadores sem CNPJ e de 54 mil pessoas no trabalho por conta própria sem CNPJ. Por outro lado, 15 mil pessoas a mais atuaram no trabalho familiar auxiliar e 6 mil a mais como trabalhadores domésticos sem carteira assinada.
A população ocupada atuando na informalidade caiu 0,7% em um trimestre. Em relação a um ano antes, o contingente de trabalhadores informais encolheu em 240 mil pessoas, queda de 0,6%.
O total de pessoas com carteira assinada no setor privado ficou em 39,351 milhões de trabalhadores, 169 mil vagas a mais em um trimestre. Em um ano, esse contingente cresceu em 800 mil pessoas.
O número de trabalhadores por conta própria subiu a um ápice de 26,188 milhões, 284 mil a mais em um trimestre. Em um ano, houve 927 mil vagas a mais.
O número de empregados sem carteira assinada no setor privado totalizou 13,428 milhões, 177 mil a menos em um trimestre. Em um ano, houve eliminação de 180 mil vagas.
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