Caixa registrou aumento na inadimplência dos financiamento do agronegócioRafa Neddermeyer/Agência Brasil
“Vai chegar a R$ 1,5 trilhão, vamos comemorar esse número certamente ainda no primeiro semestre”, afirmou, ao comentar o desempenho da instituição em 2025.
No ano passado, a Caixa somou R$ 1,38 trilhão em sua carteira de crédito, uma expansão de 11,5% em relação ao ano de 2024. Os principais destaques foram o financiamento imobiliário, que cresceu 13%, o crédito comercial a pessoas jurídicas (14,2%) e o crédito comercial a pessoas físicas (13,4%). Para este ano, o banco disse esperar uma expansão entre 9% e 13% para sua carteira de crédito.
No ano passado, a Caixa Econômica Federal, registrou lucro líquido recorrente recorde de R$ 15,5 bilhões, desempenho 10,4% superior ao apurado no ano anterior.
BRB
Na última terça-feira, 3, a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou um projeto de capitalização do banco estatal de Brasília para cobrir prejuízos relacionados às operações com o Banco Master, alvo de liquidação extrajudicial pelo Banco Central.
O projeto autoriza o DF a capitalizar o banco e a contratar empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ou com outras instituições financeiras.
Além disso, permite oferecer nove imóveis públicos para venda, transferência ao banco ou estruturação em fundo imobiliário.
Fundo Garantidor
Questionada sobre o tema, a diretoria da Caixa informou que não prevê que a recomposição do patrimônio do FGC possa trazer impactos sobre o seu balanço.
"Estamos fazendo conta, mas não temos expectativa de que isso venha impactar o balanço a partir da resolução do Banco Central, que permitiu acessar os compulsórios’, disse Marcos Brasiliano, vice-presidente financeiro da Caixa.
Agro
Brasiliano disse que este é um problema que tem sido enfrentado por todo o mercado, O governo inclusive aprovou uma linha de crédito no ano passado para liberar R$ 12 bilhões para produtores rurais liquidarem ou amortizarem suas dívidas.
Segundo Henriete Sartori, vice-presidente de risco, a estratégia do banco é manter a carteira do agro perto do patamar atual, de R$ 62,9 bilhões. A executiva ainda acrescentou que a expectativa da Caixa é de que agora comece a ocorrer uma certa estabilização na inadimplência do setor. “No primeiro trimestre a gente espera observar um platô, até porque temos as safras”, disse Henriete.
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