Durigan afirmou que é importante tratar das questões relacionadas à guerra com o IrãMarcelo Camargo / Agência Brasil
Ministro da Fazenda diz que guerra entre EUA e Irã pode frear cortes de juros no mundo
Durigan afirma que conflito pressiona inflação global e destaca protagonismo do Brasil
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que os bancos centrais do mundo todo podem ser obrigados a rever a posição de cortar juros diante dos efeitos da guerra dos Estados Unidos com o Irã. Segundo ele, o Brasil liderou a conversa sobre como fazer resposta temporária e focada na guerra durante as reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, que ocorreram ao longo desta semana, em Washington, nos EUA.
"O Brasil está em boa posição comparado com países da Ásia e África", disse o ministro brasileiro, em entrevista coletiva nesta sexta-feira, 17.
Durigan afirmou que é importante tratar das questões relacionadas à guerra com o Irã, mas também de assuntos estruturais em agendas globais.
Um dos temas citados por ele foi o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês). "Tivemos boas sinalizações sobre importância do TFFF de Espanha, China e outros países", comentou Durigan.
Venezuela
O ministro da Fazenda destacou a importância da retomada das negociações entre o FMI e o Banco Mundial com a Venezuela e disse que a expectativa é "grande".
"Para a América Latina e o Caribe, é importante que a Venezuela vire a página, se desenvolva, tenha de volta assento e passe a tratar, seja com os bancos de Bretton Woods, seja com outros, como o CAF, como o BID", afirmou ele. "A expectativa é grande para que a Venezuela possa retomar o caminho de desenvolvimento", acrescentou.
A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, anunciou na quinta-feira, dia 16, que o organismo internacional está agora negociando com o governo da Venezuela, sob a administração da presidente interina Delcy Rodríguez.
O país é membro do Fundo desde dezembro de 1946, mas as conversas foram suspensas em março de 2019 devido a problemas de reconhecimento governamental, de acordo com o FMI.
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