Valor de fechamento da divisa nesta quarta-feira (22) atinge o menor patamar em pouco mais de dois anosFoto:Reprodução/Internet
A escalada da commodity contrabalança o aumento da percepção ao risco lá fora ao favorecer os termos de troca do país. A perspectiva de juros ainda elevados mantém a atratividade de investimentos e torna custosas as apostas contra a moeda brasileira.
Geopolítica e energia
Apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicanos), ter anunciado extensão do prazo de cessar-fogo com o Irã, o tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz segue comprometido. Trump reiterou o bloqueio a navios e portos iranianos. Já Teerã reportou a apreensão de duas embarcações na região.
À tarde, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que Trump ainda não determinou o prazo para um cessar-fogo, desmentindo informações de bastidores. O governo americano aguarda uma resposta de lideranças iranianas. Mais cedo, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que ameaças representam obstáculos à negociação.
Desempenho do real
A moeda americana já apresenta desvalorização de quase 4% em abril e está no menor nível de fechamento em pouco mais de dois anos. Em 2026, o dólar recua 9,38% em relação ao real, que exibe o melhor desempenho entre as divisas mais líquidas do mundo.
Olhar do investidor estrangeiro
Segundo a equipe da XP Investimentos, investidores estrangeiros veem o país como um "vencedor relativo" em um ambiente geopolítico volátil. A condição de exportador de petróleo ajuda a sustentar o saldo comercial e fortalecer a moeda, o que auxilia o Banco Central no controle da inflação.