Esse é o maior valor arrecadado no mês de março desde 1995Marcelo Camargo/Agência Brasil
Maior valor registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995, o resultado representa crescimento real de 4,99% em relação a março do ano passado, já descontada a inflação.
No acumulado do primeiro trimestre, também houve recorde: o governo arrecadou R$ 777,12 bilhões, com alta real de 4,6% na comparação com o mesmo período de 2025.
- +4,99%: crescimento real frente a março de 2025;
- R$ 777,12 bilhões: arrecadação no 1º trimestre (recorde);
- +4,6%: alta real no trimestre;
- R$ 8,3 bilhões: arrecadação com Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em março;
- +50,06%: crescimento real do IOF no mês;
- +44,45%: alta do IOF no acumulado do ano.
- Aumento da contribuição para a Previdência Social (ligada aos salários);
- Desempenho do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição sobre Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que incidem sobre consumo e serviços;
- Alta na arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital;
- Forte crescimento do IOF.
Além disso, o aumento do emprego formal e da massa salarial ajudou a elevar a base de arrecadação, já que mais trabalhadores passaram a contribuir.
O resultado também reflete dois fatores principais:
- Mudanças tributárias adotadas nos últimos anos.
Na prática, o aumento da arrecadação ajuda o governo a reduzir o déficit das contas públicas, embora projeções ainda indiquem possibilidade de resultado negativo ao final do ano.
A medida passou a valer em 2026 e prevê a cobrança de 10% de imposto sobre dividendos acima de R$ 50 mil recebidos por pessoas físicas.
A mudança foi adotada como forma de compensar a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês.
Embora ainda represente uma parcela pequena do total arrecadado, a expectativa é que essa fonte de receita ganhe relevância ao longo do tempo.
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