Com a decisão do TCU, aposentados e pensionistas do INSS voltam a poder pedir empréstimos consignados Marcello Casal Jr / Agência Brasil
As modalidades de “cartão de crédito consignado” e “cartão consignado de benefício”, no entanto, continuam suspensas por determinação do tribunal.
Empréstimos liberados
No recurso, o Executivo argumentou que a interrupção dos empréstimos pessoais poderia gerar impactos econômicos e sociais relevantes, ao dificultar o acesso ao crédito por parte dos segurados.
Segundo o governo, a medida poderia empurrar aposentados para linhas de crédito mais caras, aumentar o risco de superendividamento e reduzir a circulação de dinheiro na economia.
Ao liberar novamente os empréstimos pessoais, o ministro afirmou que houve avanço na implementação de mecanismos de segurança no sistema utilizado para as operações.
“Novas informações acerca do estágio avançado da implementação das demandas estruturantes da segurança dos empréstimos pessoais consignados justificam, excepcionalmente, a suspensão da medida cautelar”, escreveu Bemquerer na decisão.
Entenda o caso
Entre os problemas apontados estavam:
- contratos sem autorização dos beneficiários;
- empréstimos feitos em nome de pessoas falecidas;
- fraudes de identidade;
- falhas na validação biométrica;
- desvio de recursos;
- ausência de documentação;
- cobrança de taxas abusivas.
Dados preocupam
- 36% dos entrevistados disseram não reconhecer a contratação do cartão;
- 25% afirmaram não ter solicitado o produto;
- 36% relataram não ter recebido os valores do saque;
- 78% disseram não receber as faturas dos cartões.
Mercado bilionário
Segundo estimativas do setor bancário, cerca de 17 milhões de beneficiários poderiam ser afetados pela paralisação das operações. Desse total, mais da metade estaria negativada e sem acesso a outras linhas tradicionais de crédito.
Mudanças futuras
Pelas novas regras:
- o produto começará a ser reduzido em 2027;
- o limite de comprometimento da renda cairá progressivamente;
- a modalidade deixará de existir a partir de 2029.
Entre as mudanças:
- o prazo máximo de pagamento aumentará de oito para nove anos;
- o limite total de comprometimento da renda cairá de 45% para 40%;
- posteriormente, esse percentual será reduzido gradualmente até 30%.
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