Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) deverá concentrar R$ 61,5 bilhões em obras de infraestrutura para 2027Foto: Divulgação
A proposta amplia os recursos destinados a obras de infraestrutura, aquisição de equipamentos, habitação e projetos considerados prioritários pela equipe econômica. Os investimentos fazem parte das despesas discricionárias, que não têm execução obrigatória e podem ser ajustadas pelo governo ao longo do ano.
Do total previsto para 2027, R$ 87,9 bilhões correspondem a despesas primárias e R$ 45,9 bilhões a inversões financeiras, que incluem operações como subsídios destinados a programas habitacionais.
O arcabouço fiscal determina piso de R$ 88,7 bilhões para os investimentos no próximo ano, equivalente a 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país). Dessa forma, o total de investimentos públicos previstos para 2027 está R$ 45,1 bilhões acima do limite mínimo.
Principais números
R$ 87,9 bilhões: despesas primárias de investimento;
R$ 45,9 bilhões: inversões financeiras;
R$ 61,5 bilhões: previsão de investimentos no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC);
R$ 110,8 bilhões: investimentos previstos no Orçamento de 2026;
R$ 88,7 bilhões: piso de investimentos previsto para 2027.
“Mesmo quando considera só investimento primário, ampliamos nossa capacidade [de investimento no PLOA]. É um espaço que ainda precisa crescer, porque aumenta nossa capacidade produtiva”, disse.
Recursos para o PAC
Os recursos poderão financiar projetos de infraestrutura e expansão da capacidade produtiva, incluindo obras de transporte, energia, habitação e outras áreas consideradas estratégicas pelo governo.
O texto reserva as seguintes verbas para alguns programas do Novo PAC:
R$ 8,25 bilhões para o Minha Casa, Minha Vida;
R$ 1,19 bilhão para transporte coletivo urbano;
R$ 667,2 milhões para drenagem e prevenção de inundações.
Despesas obrigatórias
A proporção dos gastos obrigatórios em relação à despesa primária total também recua, de 92,4% para 91,7% do PIB.
Entre as principais reduções previstas estão:
Pessoal: queda de 0,1 ponto percentual do PIB;
Benefícios previdenciários: queda de 0,1 ponto;
Despesas obrigatórias com controle de fluxo: queda de 0,1 ponto;
Sentenças judiciais: queda de 0,1 ponto.
Limite fiscal
As despesas discricionárias, por serem mais flexíveis, são uma das principais áreas utilizadas pelo governo para acomodar investimentos e, ao mesmo tempo, cumprir as metas fiscais.
Para Moretti, apesar do crescimento previsto no PLOA 2027, o volume de investimentos ainda é insuficiente diante das necessidades de infraestrutura e expansão da capacidade produtiva do país.
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