Dario Durigan quer que trajetória de alta da dívida pública não continue em um possível próximo governo LulaValter Campanato/Agência Brasil
"Essa trajetória da dívida nos incomoda e já temos as previsões para os próximos anos de, a partir de 2029, estabilizar o crescimento, para, em 2030, ter redução", disse Durigan, em entrevista ao portal UOL.
O ministro da Fazenda afirmou ainda que se sente desconfortável com o atual patamar da dívida pública em relação ao PIB e que, numa eventual reeleição do presidente Lula, não quer que o endividamento do setor público ultrapasse os 80%.
"De fato, eu não queria que passasse de 80% do PIB. Mas vamos chegar a 2030 abaixo de 80% do PIB. Ou pelo menos em 80% do PIB, porque esse é um limite que nos incomoda", completou Durigan.
Evolução
Segundo o Tesouro, ainda, o custo médio da dívida da União no acumulado de 12 meses alcançou, em junho, alcançou o maior patamar desde setembro de 2016. O aumento do custo médio da dívida dificulta ainda mais o controle das contas públicas, um dos principais problemas da economia brasileira.
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