Durigan disse que 'compromisso' do governo Lula é com responsabilidade e estabilidade fiscalLula Marques / Agência Brasil
"Não vamos acabar com a banda, mas vamos dar todos os instrumentos para que a gente não tenha dúvida jurídica que a gente vai perseguir o centro da meta", afirmou o ministro. "A informação que eu tenho da análise técnica é que um Projeto de Lei Complementar daria conta de fazer esse estabelecimento", acrescentou Durigan, quando questionado se medida exigirá uma emenda à Constituição.
Em entrevista ao Broadcast (sistema de notícias do Grupo Estado), o ministro havia adiantado que o governo planejava medidas para reafirmar a perseguição do centro da meta de resultado.
Segundo o chefe das finanças públicas, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nessa etapa pós reeleição, deve definir sua equipe e apresentar essa medida para a política fiscal, possivelmente acompanhada de outras que estão sendo avaliadas.
"O compromisso desse governo do presidente é com responsabilidade fiscal, é com estabilidade fiscal, e isso não vai ser buscado com qualquer tipo de retaliação, isso vai ser buscado com diálogo. Eu mesmo ontem já fiz uma série de conversas com o mercado financeiro mostrando nosso compromisso fiscal e a necessidade de melhorar as contas públicas", afirmou Durigan.
O ministro pontuou que a reação do mercado financeiro nesta segunda-feira (26), com alta no câmbio e queda da bolsa de valores, não sinaliza uma descrença do mercado com relação às contas públicas do governo petista, apenas uma mudança de posição devido à reviravolta inesperada de Lula.
"O presidente Lula, em uma vitória histórica, desbancou a expectativa do mercado e acho que o mercado troca horas de posições num dia, é uma questão que a gente acompanha sempre com muita atenção. Não é com nenhum menosprezo, mas com muita atenção", disse Durigan.
MP do Imposto Seletivo deve ser enviada esta semana
O novo tributo, apelidado de "Imposto do Pecado", foi aprovado no âmbito da reforma tributária e entrará em vigor em 2027 e deve recair sobre setores e produtos que geram prejuízo à saúde e ao meio ambiente.
Definição sobre titular da Fazenda
"Não tem nenhuma definição. Ontem, no fim do dia, voltei de São Paulo e tratei com o presidente do que foi a segunda-feira com as variações em especial da bolsa, câmbio e juros", afirmou Durigan. "Não tratamos de equipe. Isso é um assunto que o presidente vai se debruçar agora nas próximas semanas, nos próximos meses para definir e acho o nome do Rafael [Fonteles] um excelente nome", acrescentou.
Ao Broadcast, Durigan adiantou, na segunda-feira, que não havia conversado com o presidente sobre sua continuidade na chefia da Pasta, mas reforçou que trabalha até o fim do ano, sem destino selado pelo chefe do Palácio do Planalto.
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