Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) disputam segundo turno nas eleições 2026Divulgação

Os candidatos que disputam o segundo turno das eleições à Presidência da República retomaram, nesta terça-feira (6), as agendas de campanha. Com 100% das urnas apuradas, Flávio teve 56.104.503 votos (47,03% dos votos válidos), enquanto Lula terminou com 53.879 538 votos (45,16% dos votos válidos).
Pela manhã, Flávio Bolsonaro (PL) esteve com aliados em reuniões internas em Brasília. Às 14h, foi para Goiânia, onde se encontrou Ronaldo Caiado (PSD) e Daniel Vilela (MDB), ex-governador e atual governador do estado de Goiás, respectivamente. Caiado, que esteve entre os candidatos à Presidência nas eleições 2026, declarou apoio a Flávio no segundo turno.
Em entrevista a jornalistas após a agenda, Flávio Bolsonaro criticou a proposta de fim da escala 6x1 e defendeu a flexibilização da jornada de trabalho. O candidato apoiou a alternativa apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha, que prevê um modelo baseado nas horas trabalhadas e permite a negociação da carga horária entre empregador e funcionário.

"Tenho proposta infinitamente melhor do que essa que está na mesa: liberdade para o trabalhador escolher sua própria carga horária. Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte sua jornada conforme sua possibilidade e necessidade. Quem quer trabalhar mais, vai trabalhar mais. Quem quer trabalhar menos, vai trabalhar menos", afirmou.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de uma reunião de campanha no Palácio da Alvorada pela manhã. Às 11h, reuniu-se com líderes no Palácio do Planalto. No período da tarde, voltou a se reunir com a equipe executiva da campanha.
Em declaração na sede da coordenação da campanha, em Brasília, Lula disse que o PL está tentando atrapalhar a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que acaba com a jornada sem redução de salário.
"Hoje, o Senado voltou a discutir uma mudança que pode fazer uma diferença enorme na vida de milhões de brasileiros e brasileiras: o fim da escala 6x1. E eu quero ver essa conquista sair do papel. O que defendemos são 5 dias de trabalho e 2 dias de folga por semana, sem redução de salário. Porque o trabalhador e a trabalhadora querem melhorar de vida, mas também querem tempo para viver, descansar, cuidar da saúde e estar com a família", prosseguiu", disse.

Propaganda eleitoral no segundo turno 

Os candidatos puderam retomar as campanhas eleitorais desde às 17h desta segunda-feira (5), 24 horas depois do encerramento das urnas.
A partir das 17h, são permitidos comícios, carreatas, caminhadas e distribuição de panfletos, além de propagandas e divulgações pagas na internet e em meios impressos. O prazo de encerramento dessas atividades começa no dia 22 de outubro, com o fim do uso de equipamentos sonoros.

No dia 23, é o prazo limite para veiculação de propaganda paga e, em 24, termina o prazo para distribuição de material, passeata e carreata.

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão para o 2º turno começa na sexta-feira (9) e vai até 23 de outubro. No rádio, a propaganda política será veiculada às 7h e ao meio-dia. Na TV, o horário eleitoral vai ao ar às 13h e às 20h30. As exibições serão divididas em dois blocos diários de dez minutos para cada cargo, sendo cinco minutos por candidato.

As emissoras também reservam 25 minutos diários para inserções de 30 ou 60 segundos, distribuídas de forma igualitária, conforme as regras previstas na legislação eleitoral.

Plano de governo de Lula (PT)

Em seu plano de governo, Lula combina continuidade de programas sociais e econômicos do atual governo com novas propostas em trabalho, segurança, indústria, tecnologia, saúde, educação e meio ambiente, tendo como eixos a redução das desigualdades, o fortalecimento do Estado e a soberania nacional.
Entre as propostas estão a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, o fim da escala 6x1 e a manutenção da política de valorização do salário mínimo. O programa também prevê ampliar o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, além de utilizar imóveis e terrenos da União para projetos habitacionais e mais.

Plano de governo Flávio Bolsonaro (PL)

Em seu plano de governo, Flávio Bolsonaro concentra as propostas em segurança pública, redução do Estado, corte de impostos, educação, saúde, proteção social, trabalho, liberdade de expressão, equilíbrio fiscal e combate à corrupção.
O documento defende uma atuação mais enxuta do governo federal, com redução de ministérios e cargos comissionados, além de medidas para diminuir a dívida pública, rever a reforma tributária e retomar privatizações. Entre as propostas, estão a classificação de facções criminosas como organizações narcoterroristas, redução de maioridade penal, reajuste da tabela do SUS, redução de impostos e mais.
*Com informações da Agência Brasil