Caiado disse que Flávio Bolsonaro 'já ganhou' a eleiçãoVittor Sales / Divulgação
"Esse apoio que recebo agora é importante. É mais que política, é sentimental. Temos vários pontos convergentes. Esse rol de critérios programáticos, ele sabe que concordamos 115% do que está aqui", disse Flávio, após receber de Caiado um documento com propostas convergentes das duas campanhas.
O candidato do PL relembrou as desavenças passadas entre Caiado e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). "Sou testemunha de atritos de Caiado com Bolsonaro, mas também de união".
Flávio disse que vai se "inspirar muito na segurança pública de Goiás e São Paulo", voltou a defender o endurecimento penal e a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Nossa união mostra ao povo da nossa maturidade. Daqui para frente, Brasil está sob ameaça. Acabou para Lula", disse Flávio a Caiado. Flávio também sinalizou a Goiás: "Vou estender tapete verde e amarelo para trazer investimentos a Goiás".
'Apoio a Flávio Bolsonaro será 'integral e de corpo inteiro'
Em seu discurso, Caiado afirmou que o "Zero Um" já "ganhou eleição" e repetiu acenos ao bolsonarismo, dizendo que, caso fosse eleito, daria indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso por tentativa de golpe de Estado. Caiado registrou 2,18% dos votos válidos, com 2,6 milhões de votos.
O candidato do PL também se definiu como o "empecilho para se evitar que o Brasil se torne uma Venezuela" e comemorou a eleição do Congresso: "Brasil já me deu Congresso mais à direita".
Evento em Goiânia contou com Tarcísio
"Caiado, em 1989, já dava 'porrada' em Lula", disse Tarcísio, referindo-se ao pleito daquele ano, em que tanto Lula como Caiado disputaram.
Tarcísio disse que Caiado ajudará Flávio a não apenas a ser eleito, mas a ser um "grande presidente". O governador repetiu seu apoio a Flávio: "Sofremos durante quatro anos com desmando de um governo incompetente. Nunca mais teremos PT. O Estado de São Paulo está com Flávio Bolsonaro", falou.
Fim da reeleição
"Valdemar falou uma coisa, não sei de onde ele tirou isso. Acho que o Valdemar não leu a PEC. Na PEC, obviamente, eu me comprometo ali com o fim de reeleição para presidente da República. É o Congresso que vai definir qual vai ser a redação que vai ser dada a ela. Mas a tendência é discutir a questão do tempo do mandato, se isso vai ser replicado para governadores e prefeitos, ou seja Executivo", explicou.
Flávio disse que o texto terá um dispositivo proibindo que parentes até terceiro grau do presidente possam concorrer ao Planalto. Com isso, ele argumentou que o pai não poderá disputar as eleições de 2030 e também negou que Jair Bolsonaro participará de seu eventual governo.
"O presidente Bolsonaro nunca me pediu, nunca discutiu o espaço no governo, participar ou não. Eu sempre disse que ele vai ser eternamente o meu professor, é o meu conselheiro, para quem eu sempre vou perguntar alguma coisa", afirmou.
Por fim, o presidenciável reiterou que seu pai não pediu para concorrer novamente à Presidência. "Não tem conversa, ele nunca me pediu para fazer parte de governo, ele não tem possibilidade de disputar a próxima eleição presidencial."
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