Campanha de Flávio Bolsonaro disse que desconhece a autoria do siteMarcelo Camargo / Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou nesta sexta-feira (9) a suspensão de um site que oferecia criptomoedas a usuários que publicassem postagens favoráveis ao candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL).

A decisão foi tomada pela ministra Estela Aranha. A magistrada entendeu que o site oferece vantagem econômica durante as eleições.

O caso foi denunciado ao TSE pela coligação do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A campanha apresentou à Procuradoria-Geral Eleitoral uma denúncia sobre a distribuição dos ativos virtuais em troca de propaganda política.

A distribuição foi revelada nesta semana pelo jornal Folha de S.Paulo.

Após a divulgação do caso, a campanha de Flávio Bolsonaro disse que desconhece a autoria do site e informou que vai tomar todas as medidas judiciais contra a publicação nas esferas eleitoral, cível e criminal para a derrubada da página.

O candidato também negou a contratação de perfis para divulgação de conteúdo ou produtos de campanha.

Pesquisa Vox Brasil

O primeiro levantamento realizado pelo instituto Vox Brasil sobre a disputa presidencial no segundo turno mostra o presidente Lula com 44,2% das intenções de voto, contra 42,7% de Flávio Bolsonaro. Os números indicam um empate técnico entre os dois candidatos, considerando a margem de erro de 2,15 pontos percentuais.
Os eleitores indecisos representam 9,7%, enquanto 3,4% declaram que irão votar em branco ou anular o voto. Na apuração dos votos válidos, que exclui essas categorias, Lula aparece com 50,9%, ante 49,1% de Flávio.
A pesquisa mostra ainda que 76,2% dos eleitores já definiram seus votos para o segundo turno e não pretendem mudar de escolha. Outros 13,4% afirmam estar decididos, mas admitem a possibilidade de mudar de ideia. Já 3,4% continuam analisando os candidatos, enquanto 3% ainda não escolheram em quem votar. Os 4% restantes não souberam responder ou preferiram não opinar.
O Instituto Vox Brasil Opinião e Pesquisas realizou o levantamento entre 5 e 7 de outubro de 2026, por meio de entrevistas presenciais domiciliares com 2.100 eleitores. A pesquisa tem margem de erro de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O estudo foi contratado pela própria empresa responsável e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09623/2026.