Ato em apoio ao presidente Lula na LapaReprodução/Redes sociais
As mobilizações reuniram diferentes grupos em torno do apoio ao presidente, com pautas que incluíram direitos sociais, críticas ao candidato Flávio Bolsonaro (PL), participação da juventude na política e valorização da cultura brasileira.
Na região central, o apoio a Lula ganhou o ritmo do carnaval. O ato “O samba não se cala, a luta é na rua” defendeu a democracia, os direitos sociais e a valorização da cultura popular.
Durante o ato, o carnavalesco Leandro Vieira, da Imperatriz Leopoldinense, incentivou os participantes a manter o diálogo político depois do encontro. Em seu discurso, comparou a circulação de ideias ao trabalho coletivo das formigas, em que cada uma transporta uma folha para contribuir com o grupo.
“Cada um que sair daqui hoje deve chegar em casa disposto ao diálogo. É como se cada formiga levasse uma folha de conhecimento para os seus pais e para os seus amigos. Nós não seremos portas fechadas, portas fechadas são eles!”, afirmou.
A mobilização levou para o espaço público a participação de setores ligados ao samba e à cultura carioca na disputa política. O encontro também buscou estimular que os participantes compartilhassem suas posições com familiares e amigos, ampliando o debate para além das ruas da Lapa.
Já em Copacabana, a concentração na Avenida Atlântica começou por volta das 13h, na altura do Posto 5, entre as ruas Barão de Ipanema e Xavier da Silveira. Cerca de meia hora depois, os manifestantes já ocupavam aproximadamente sete quarteirões da orla. O movimento também foi intenso nas estações de metrô Cantagalo, Siqueira Campos e Botafogo.
Entre os participantes estava Fernanda Rosa, de 34 anos, profissional de marketing e moradora de Pouso Alegre, em Minas Gerais. Ela contou que foi à manifestação motivada pela defesa de direitos de sua família e de amigos da comunidade LGBT.
“Eu tô aqui hoje pela minha mãe, que é faxineira no hospital público, pelo meu pai, que é pedreiro. Eu tô aqui por eles, pela minha família, pelos meus amigos LGBT. Eu tô aqui lutando pelos nossos direitos, por ele, por todos”, afirmou.
A mobilização também contou com representantes de movimentos juvenis. Lucas Gregório, presidente do Fórum Estadual das Juventudes do Rio de Janeiro, disse que a iniciativa busca ampliar o envolvimento dos jovens na disputa eleitoral e defender um projeto de país alinhado às expectativas dessa parcela da população.
“A expectativa é animar a juventude do Rio de Janeiro em defesa de um projeto de país que faz sentido pra gente, o que é mais coerente com o nosso presente e com o nosso futuro”, declarou.
Segundo Lucas, a articulação partiu de movimentos sociais, coletivos organizados por jovens e juventudes partidárias do campo progressista. Ele destacou ainda o peso da eleição para as próximas gerações.
“Essa eleição vai definir tudo que é importante pra cada um de nós. Vai definir o que será das nossas vidas pelas próximas décadas”, disse.

















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