Candidatos percorreram na campanha mais quilômetros que circunferência da Terra

Os três principais candidatos à Presidência da República já percorreram quilômetros suficientes para dar uma volta no planeta

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio -  Na campanha eleitoral, os três principais candidatos à Presidência da República já percorreram quilômetros suficientes para dar uma volta na Terra. Juntos, Aécio Neves (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Eduardo Campos (PSB) viajaram 47,6 mil quilômetros de 6 de julho, início da maratona, e a sexta-feira. A circunferência do planeta é de 40 mil.

Como Aécio e Campos têm compromissos quase diários, o levantamento calculou a distância sempre a partir da última cidade visitada. No caso de Dilma, que concilia a candidatura com o mandato de presidenta, a contagem foi feita sempre com referência a Brasília.

Com a missão de se tornar um rosto familiar para o eleitorado, Eduardo Campos foi quem mais viajou. No início da campanha, ele era desconhecido de 41% dos brasileiros. Em um mês, o ex-governador de Pernambuco percorreu 28,1 mil quilômetros em 14 estados.

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Carlos Siqueira, coordenador da campanha do socialista, explica que, como é a primeira vez que ele disputa a Presidência, tem necessidade de intensificar as viagens. “Em um país deste tamanho, é normal que se viaje muito”, afirma Siqueira, avisando que nos próximos dias Campos vai focar sua campanha no Sudeste.

O senador Aécio Neves rodou 13,4 mil quilômetros. Ele já passou por nove estados, mas até agora focou suas viagens no Sudeste e no Sul. No Nordeste, onde o PT costuma ter alto índice de votos, o candidato visitou apenas o Ceará.

A partir desta semana, Aécio vai intensificar as visitas a estados fora do Sudeste. “Ele vai ao Maranhão, ao Piauí, ao Rio Grande do Norte e à Paraíba para falar e ter contato com o povo”, afirma o senador Agripino Maia (DEM-RN), coordenador da campanha de Aécio.

A presidenta percorreu seis mil quilômetros (só foram contados compromissos como candidata). Ela começou a campanha tardiamente, após a Copa do Mundo e a reunião de cúpula dos Brics. Apesar de ter visitado poucas cidades, Dilma marcou presença nos três maiores colégios eleitorais do país — São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro — que reúnem 42% do eleitorado.

Tudo indica que a presidenta continuará concentrando esforços no Sudeste. Nesta semana, ela priorizou o Estado de São Paulo, onde tem uma leve vantagem sobre Aécio. No estado, ela aparece com 30% das intenções de voto. O tucano tem 25%.


Lindberg e Garotinho viajaram o equivalente à metade do Brasil

Na corrida pelo voto, Lindberg Farias (PT) e Anthony Garotinho (PR) saíram na dianteira e, no primeiro mês de campanha, viajaram mais e visitaram mais cidades do que os adversários. Cada um, percorreu meio Brasil, de Norte a Sul. Enquanto o petista rodou 2.512 quilômetros e visitou 16 cidades, Garotinho esteve em 19, percorrendo 2.336 quilômetros.

Lindberg, ex-prefeito de Nova Iguaçu, deu importância maior ao interior do estado. Foram sete cidades visitadas. A coordenação de sua campanha informou que as visitas “estão dentro da estratégia de discutir a educação e a migração da violência e criminalidade”.

Garotinho gastou menos sola de sapato porque se concentrou nos grandes colégios eleitorais, como a Baixada Fluminense e a Zona Oeste. Nos últimos 30 dias, ele esteve quatro vezes em Duque de Caxias; três em Nova Iguaçu, duas em São João de Meriti; e uma em Queimados e em Belford Roxo.

Já Luiz Fernando Pezão (PMDB), que está em terceiro em andanças, percorreu 1.726 quilômetros e foi a 13 cidades. Dos concorrentes, foi o que mais esteve na Zona Sul — duas vezes no Leblon; uma vez em Copacabana e uma vez na Gávea, além das favelas Babilônia e Chapéu Mangueira, no Leme. Também foi o único a estar na Barra da Tijuca em compromissos de campanha.

Marcelo Crivella (PRB) é, dos quatro, o último. O senador esteve em 16 cidades, mas, para isso, rodou 1.520 quilômetros. E, ao contrário dos governador, não esteve nenhuma vez em bairros da Zona Sul. Sua preferência também foi a Baixada e a Zona Oeste, grandes colégios eleitorais e regiões onde, segundo o IBGE, se concentra o público evangélico.
Ele informou que está conciliando a agenda com o cargo de senador e, como tem pouco tempo de TV, está priorizando regiões mais populosas.

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